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Ministro argentino diz para população deixar de comer carne por preço alto

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LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Diante do preço alto da carne, o ministro argentino da Agroindústria, Ricardo Buryaile, disse para a população deixar de comer o alimento.
O consumidor precisa "tomar consciência" dos preços do produto "e, se tiver que se abster do consumo, que o faça, porque nós não queremos voltar a esquemas que não deram resultados", afirmou nesta semana à imprensa local.
Buryaile se referia ao programa Carne para Todos, do governo antecessor, de Cristina Kirchner. O projeto vendia carne em caminhões, que estacionavam em bairros mais pobres, e com preços mais acessíveis do que nas grandes redes de supermercados.
Um dos objetivos era segurar a inflação, já que a carne é um dos alimentos que mais pesa na cesta dos argentinos.
Segundo Buryaile, o Carne para Todos beneficiava mais o dono dos caminhões do que a população. Para segurar o preço da carne, o ministro defendeu um esquema de acordo de valores com os supermercados ou, "se for necessário", incluir o item no programa de preços cuidados, em que o governo determina o teto.
NOVILHO
A média do preço da carne em Buenos Aires subiu 14,2% no mês passado. No início de dezembro, o quilo do novilho vivo atingiu um pico de 31,09 pesos no mercado de Liniers (centro de transações de produtos pecuários da capital). Desde então, já diminuiu 17%, mas a queda não chegou às gôndolas dos supermercados e aos açougues.
No fim de 2015, o consumo médio de carne do argentino era de 59,9 quilos por ano, alta de 1,7% na comparação com 2014. A demanda, no entanto, já chegou a ser superior a 68 quilos, como nos anos de 2007, 2008 e 2009.
No Brasil, em 2014, o então secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, fez um comentário semelhante ao de Buryaile: indicou a substituição da carne por aves e ovos.
Com a repercussão política, ele se explicou afirmando que não se tratava de uma sugestão, mas de uma análise técnica de preços.

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