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Após silêncio, Venezuela adota medidas contra vírus zika

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SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - Rompendo o silêncio das autoridades venezuelanas sobre a disseminação do zika, a ministra da Saúde, Luisana Melo, anunciou nesta quinta-feira (28) o início de uma campanha de prevenção e treinamento dos profissionais da saúde e disse que 4.700 casos suspeitos estão sendo investigados.
"Provavelmente estamos diante de um número de casos [suspeitos] aquém da realidade, já que de cada quatro casos, três não vão se consultar porque apresentam sintomas leves", disse Melo, durante uma operação de combate ao mosquito Aedes numa favela de Caracas.
Vírus zika
Infectologistas falam em dezenas de milhares de casos espalhados pelo país, que faz fronteira com o Brasil.
Não está claro quantas mulheres grávidas estão entre o grupo suspeito de ter contraído o vírus.
A declaração da ministra surge após uma série de críticas da oposição e de médicos contra a suposta omissão do governo em relação à doença.
Numa aparente tentativa de evitar alarmar a população, autoridades venezuelanas não divulgam boletins epidemiológicos desde novembro de 2014, quando o país era assolado pelo chikungunya.
Profissionais da saúde afirmam que o misto de profunda recessão e desabastecimento generalizado, frutos do rígido controle estatal na economia, afetam a capacidade de resistência da Venezuela diante do zika.
"Estamos mais expostos do que qualquer outro país da América Latina a essa pandemia", disse o presidente da Sociedade Venezuelana de Pediatria, Huniades Urbina, citado pela agência Reuters.
Na quarta-feira, a Assembleia Nacional unicameral, agora sob controle da oposição, aprovou um decreto simbólico que declara "crise humanitária" no país devido à escassez de remédios, equipamentos médicos e insumos.

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