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Chuvas causam 2ª morte no interior de São Paulo; 2.700 estão fora de casa

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - As fortes chuvas que atingiram o interior de São Paulo nos últimos dias já fizeram com que 2.700 pessoas deixassem suas casas devido a alagamentos em oito cidades. Ao menos duas pessoas morreram e uma terceira está desaparecida.
Em Lençóis Paulista, um homem foi arrastado pela força das águas e se afogou. O corpo foi encontrado nesta quinta-feira (14) no rio Lençóis, enroscado em galhos de árvores.
Com a forte chuva da última terça-feira (12), cerca de 150 imóveis foram alagados pelo rio, e as famílias foram obrigadas a serem transferidas para um ginásio de esportes. De acordo com a prefeitura, que decretou estado de emergência, o rio subiu cerca de cinco metros.
A Defesa Civil pediu à população que economize água, pois 50% do abastecimento foi comprometido com as chuvas. Há pontos para distribuição de água potável na cidade.
A outra morte foi registrada em Matão, após um motociclista tentar atravessar uma rodovia que estava alagada. Há, ainda, uma pessoa desaparecida em Pederneiras, após seu veículo ter sido arrastado pela enchente.
Além de Lençóis Paulista, ao menos outras sete cidades decretaram estado de alerta, de emergência ou de calamidade pública - Catanduva, Agudos, Boracéia, Borá, Borebi, Maracaí e Pederneiras.
Em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), o alagamento provocado por canaletas de drenagem fechadas irregularmente num bairro fez com que 350 famílias tivessem de deixar uma favela no bairro Jóquei Clube.
Cerca de 150 pessoas, de acordo com a prefeitura, foram encaminhadas a um galpão que foi improvisado como abrigo, no mesmo bairro. As demais foram para casas de familiares.
Além das duas cidades, há famílias desalojadas ou desabrigadas em Catiguá (60), Maracaí (54), Pederneiras (20), Matão (17), Itapetininga (14) e Palmares Paulista (10).
ESTOURO
Nesta quinta, o rompimento de uma represa em Matão fez o Corpo de Bombeiros pedir a saída de moradores ribeirinhos de suas casas.
A represa do Horto, local turístico que tem 20 mil m² de lâmina de água, segundo o Corpo de Bombeiros, rompeu por volta das 13h desta quinta, após dias intensos de chuva no município.
Ao menos dez famílias deixaram seus imóveis num assentamento no trecho entre a represa e Motuca, vizinha a Matão. Na cidade, outras duas represas estouraram no dia anterior.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, também houve rompimento de represas em Borebi.

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