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Argentina investiga conivência e represália política em fuga de presos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os governos da Argentina e da província de Buenos Aires trabalham com as hipóteses de conivência dos carcereiros e de ajuda do tráfico de drogas na fuga dos três presos envolvidos no caso conhecido como Triplo Crime.
Os irmãos Martín e Cristian Lanatta e Víctor Schilacci conseguiram sair da penitenciária de General Alvear (a 245 km da capital Buenos Aires) na madrugada de domingo (27), sem grande resistência dos agentes.
Os três haviam sido condenados pela morte de três empresários vinculados ao comércio ilegal de efedrina -produto usado na fabricação de drogas sintéticas- na cidade de General Rodríguez, em 2008.
Um dos fugitivos, Martín Lanatta, afirmou em julho que agiu a mando de Aníbal Fernández, ex-chefe de gabinete de Cristina Kirchner (2007-2015). A acusação prejudicou a campanha do peronista para o governo de Buenos Aires.
Para o secretário de Segurança nacional, Alejandro Burzazco, "é muito difícil" que os três tenham deixado a prisão sem a ajuda de alguém de dentro. Por outro lado, considera necessário esperar que a investigação avance.
O promotor responsável pelo caso, Cristian Citterio, disse que não descarta nenhuma hipótese. "Estamos recolhendo provas. A esta altura não parece nem verossímil nem inverossímil [a hipótese de conivência]".
A suspeita ganha força porque os irmãos Lanatta e Schilacci deixaram a penitenciária de General Alvear após fazerem um carcereiro de refém em seu próprio carro. A saída não foi gravada pelas câmeras de segurança da prisão.
A polícia apreendeu este primeiro carro, um Fiat 128, e o segundo veículo usado na fuga, uma pick-up Hilux. Também foi reforçada a segurança nas fronteiras e emitido um alerta internacional contra os três fugitivos.
ENVOLVIMENTO POLÍTICO
Depois da fuga, a governadora de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, destituiu toda a cúpula do Serviço Penitenciário da província. Vidal, que assumiu em 10 de dezembro, planejava uma mudança completa no órgão.
Por esse motivo, a polícia avalia que a folga também tenha ocorrido por motivos políticos. Os funcionários de segundo escalão do Serviço Penitenciário eram peronistas e contrários à mandatária, aliada do presidente Mauricio Macri.
Um dos integrantes da cúpula era, inclusive, ligado a Aníbal Fernández, que perdeu a eleição para Vidal. Integrantes do novo governo disseram ao jornal "Clarín" que pode ser uma represália à retirada de benefícios aos funcionários.
Dentre eles, está a centralização da verba destinada aos presídios. Outra acusação contra os agentes penitenciários, afirma a publicação, é a suposta ligação com traficantes paraguaios, que poderiam ter pago pela fuga.
A fuga também acontece dias antes da data marcada para que Martín Lanatta depusesse contra Aníbal Fernández, em que repetiria as acusações de que o kirchnerista foi o mandante do Triplo Crime.




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