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Funcionamento de hospitais estaduais voltou ao normal, diz governo do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O funcionamento dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro teria voltado ao normal nesta sexta-feira (25), segundo o governo do Estado. A normalização acontece dois dias após o anúncio de obtenção de recursos de emergência para a saúde.
Segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde, os sete hospitais estaduais do Rio funcionam sem restrições. Apenas três das 17 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) estariam com atendimento prejudicado.
Desde o final da semana passada, as unidades de saúde do governo fluminense (sete hospitais e 17 UPAs) tiveram que fechar parcial ou totalmente em função da falta de recursos, oriunda de uma crise fiscal pela qual passa o Estado.
A crise levou o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), a decretar situação de emergência na saúde. Na última terça-feira (22), ele anunciou que obteve a promessa de ajuda financeira do governo federal e do município. Em um dia, as três esferas de governo anunciaram aporte de R$ 297 milhões no setor.
A Prefeitura do Rio emprestou R$ 100 milhões para manter o funcionamento de dois hospitais na zona oeste. O governo federal repassou R$ 45 milhões e prometeu envio de itens básicos, como remédios. Pezão disse ter obtido "receitas extras" com ICMS no valor de R$ 152 milhões, integralmente alocadas na saúde.
O governo federal prometeu ainda mais R$ 90 milhões até a primeira quinzena de janeiro, data em que Pezão informou que conseguiria, com o total recolhido até o momento, manter as unidades de saúde em pleno funcionamento.
O Estado alega que a arrecadação de ICMS, em queda desde o início do ano, teve uma redução brusca a partir de outubro, e aponta ainda um rombo nas contas públicas causado pela queda do preço do barril de petróleo, que afetou a receita obtida com royalties.
O colapso aconteceu após sucessivos atrasos de pagamento a fornecedores, quando itens básicos deixaram de ser entregues. Médicos passaram a recusar pacientes por falta de condições de atendimento. Funcionários de limpeza terceirizados abandonaram o trabalho após atraso nos salários.
UNIDADES
De acordo com boletim divulgado pela secretaria de saúde, estão com funcionamento normalizado os hospitais Rocha Faria, Albert Schweitzer, Carlos Chagas, Getúlio Vargas, Adão Pereira Nunes, Azevedo Lima, Alberto Torres, Hospital da Mulher Heloneida Studart, Hospital da Mãe e Melchíades Callazans.
Três UPAs - duas das quais em São Gonçalo e uma em Itaboraí - estariam funcionando apenas com atendimento de urgência, segundo a secretaria.
O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) está acompanhando a situação, mas não divulgou, até a publicação desta reportagem, boletim sobre a situação dos hospitais. A reportagem entrou em contato com a associação, mas não obteve retorno.

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