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Argentina quer adotar modelo econômico aplicado no Brasil

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MARIANA CARNEIRO, ENVIADA ESPECIAL
ASSUNÇÃO, PARAGUAI (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, disse que o país vizinho pretende adotar o mesmo modelo econômico empregado no Brasil desde 1999: o sistema de metas de inflação.
Segundo ele, a equipe econômica está agindo na frente "mais urgente", que consistiu na reabertura do comércio exterior e recuperação de reservas em dólares.
O próximo passo é chegar ao sistema de metas, no qual agem de maneira coordenada o resultado fiscal do governo, a inflação e a taxa de câmbio.
"Atacamos as questões mais urgentes, mas queremos ir a um sistema de metas de inflação, como fizemos quando eu estava à frente do Banco Central [entre 2002 e 2004]", disse Prat-Gay.
Para tanto, disse ele, é preciso antes adotar "um programa fiscal ordenado e coerente com isso".
"E necessitamos discutir já com os sindicatos e com os empresários de que maneira vamos tratar, durante o verão, esse acordo amplo que o presidente vai convocar de preços e salários", acrescentou.
Para frear a inflação, atualmente em 25% ao ano e em aceleração, devido à alta do dólar, o governo de Mauricio Macri quer pactuar menos pressão de empresários e sindicalistas.
"Estivemos trabalhando nos últimos dias nesse sentido, falamos com alguns empresários que se comprometeram a baixar os preços e também estamos em negociação com os sindicatos", disse Prat-Gay.
BARBOSA
Prat-Gay informou que as equipes econômicas de Brasil e Argentina têm encontro de trabalho previsto para fevereiro, mas pretende se encontrar antes com Nelson Barbosa.
Segundo ele, os argentinos farão contato na próxima semana para conversar temas de interesse comum.
Prat-Gay disse que serão mais frequentes os encontros entre os representantes dos dois países e evitou emitir opiniões sobre o novo colega , que assume oficialmente o ministério brasileiro nesta segunda (21).
"Como diria o antigo Carlitos Bala [humorista infantil argentino], o movimento se demonstra andando", disse Prat-Gay, referindo-se ao colega.
O argentino disse ainda que os ministros de países vizinhos demonstraram simpatia pelo ajuste argentino.
"Os representantes dos outros países estão muito satisfeitos com a Argentina se integrando de uma outra maneira, sem travas e com a vontade de construir algo mais amplo, transparente e duradouro", disse."Todos estão muito surpresos do que fizemos tão rapidamente na Argentina e sem traumas".

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