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Protesto em Chicago pede saída de prefeito por morte de jovem negro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Centenas de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira pelas ruas de Chicago, nos Estados Unidos, para exigir a renúncia do prefeito da cidade, a quem acusam de ter acobertado um policial branco que no ano passado matou um jovem negro com 16 tiros.
Segundo o jornal "Chicago Tribune", centenas de pessoas marcharam pelo centro da cidade americana gritando palavras de ordem contra o prefeito, o democrata Rahm Emanuel, líder muito próximo do presidente Barack Obama, e a procuradora do estado de Illinois, Anita Álvarez.
A manifestação aconteceu algumas horas depois que o agente Jason Van Dyke, 37, acusado atirar 16 vezes contra o jovem negro Laquan McDonald, morto aos 17, se apresentou nos tribunais para uma audiência do julgamento que determinará se é culpado ou não de assassinato em primeiro grau.
O protesto começou às 15h16 locais (19h16 de Brasília), de maneira simbólica para representar os 16 tiros que McDonald recebeu, com um minuto de silêncio e depois prosseguiu pelas ruas de Chicago, acompanhado por dezenas de policiais em bicicletas.
Na frente da manifestação havia um cartaz com os dizeres: "Departamento de Justiça, investigue (o prefeito) Rahm sob juramento".
O caso veio à tona por causa da divulgação de um vídeo em novembro, no qual McDonald, é visto correndo, aparentemente fugindo de um grupo de policiais, quando recebe o primeiro disparo.
O jovem, que portava uma faca, foi alvejado 16 vezes por Van Dyke. No momento da morte, os agendes atendiam reclamações de que alguém estaria roubando aparelhos de som de carros na região.
A autópsia concluiu que o jovem levou ao menos dois tiros pelas costas. Uma droga alucinógena, PCP, foi encontrada em seu organismo.
É a primeira vez em 30 anos que um policial de Chicago é acusado de assassinato em primeiro grau por morte durante ação em serviço, segundo o jornal "Chicago Tribune".
Desde novembro, foram realizados vários protestos em Chicago relacionados ao caso, inclusive durante a Black Friday.
O caso é um dos poucos nos EUA em que um agente branco é levado a julgamento pela morte de um negro. Diversos protestos da comunidade negra surgiram em 2014, como em Ferguson, devido à falta de indiciamento dos policiais envolvidos.

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