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Quase cinco horas depois, estudantes liberam rodovia Raposo Tavares

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após quase cinco horas de protesto contra fechamento de escolas em São Paulo, um grupo de estudantes da rede estadual de ensino liberou a rodovia Raposo Tavares, sentido capital paulista, no começo da tarde desta segunda-feira (7).
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que os manifestantes deixaram o local por volta das 12h30. O trânsito na região começa a ser normalizado após o ato dos estudantes, que começou por volta das 7h50.
Às 10h30, eles chegaram a interditar todas as faixas da rodovia na altura da avenida Benjamim Mansur, a poucos metros do parque Jardim Previdência, na zona oeste da cidade. A Polícia Militar diz que acompanhou todo o protesto.
Os alunos obtiveram uma vitória na última sexta (4) quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB), sob uma série de protestos e com seu mais baixo índice de popularidade, decidiu suspender a implementação de um plano de reorganização, que unificaria ciclos de ensino e fecharia 92 escolas do Estado.
Em pronunciamento, Alckmin afirmou que recuou para "aprofundar o diálogo" em 2016. "Nós entendemos que devemos aprofundar o diálogo, vamos dialogar escola por escola", disse.
Para protestar contra a medida, estudantes ocuparam cerca de 200 escolas no Estado durante quase um mês –a rede pública estadual tem mais de 5.000 unidades. O cansaço, contudo, chegou em algumas escolas ocupadas, mas os estudantes afirmam que devem manter a ocupação pelo menos até a próxima quarta-feira (9). "Vai depender das novas assembleias", disse a estudante Gabriela Callis, 17, que faz parte do comitê de mídia do colégio Professor Fidelino de Figueiredo, em Santa Cecília, na região central de São Paulo.
O secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, pediu demissão após o recuo anunciado pelo governador, decisão tomada em uma reunião da qual ele não tinha participado. Ainda na sexta, em assembleia realizada por representantes de diferentes ocupações, estudantes decidiram manter o movimento, pedindo garantias de que o recuo seria para valer. No sábado (5), o governo do Estado publicou no "Diário Oficial" decreto revogando a reorganização escolar.

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Edhucca

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