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Obama e Putin se encontram e discutem derrubada de jato russo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, conversaram nesta segunda-feira (30) em Paris num esforço para diminuir as tensões de Moscou com a Turquia, infladas desde que esta derrubou um avião russo após alegar que invasão de espaço aéreo.
Os dois líderes se encontraram por 30 minutos durante o dia de abertura da COP21, conferência do clima das Nações Unidas realizada em Le Bourget, subúrbio da capital francesa.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse a repórteres que Obama lamentou, durante o encontro, o fato de jato de guerra russo ter sido derrubado por caças turcos na semana passada.
Peskov também disse que ambos os líderes falaram favoravelmente sobre a busca por uma solução política para a crise síria.
Do lado americano, a Casa Branca disse que Obama pediu à Rússia que concentre sua ação na Síria para combater a milícia radical Estado Islâmico (EI) e reforçou a posição de que a resolução do conflito passa pela saída do ditador Bashar al-Assad do poder -a Rússia apoia sua permanência.
A derrubada do jato SU-24 perto da fronteira turco-síria, na semana passada, aumentou os temores de uma escalada militar na região.
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse a jornalistas na sede da Otan (aliança militar ocidental, da qual a Turquia é membro), em Bruxelas, que seu país não pedirá desculpas por abater o avião russo, reiterando que as Forças Armadas do país estava fazendo seu trabalho ao defender o espaço aéreo.
Uma autoridade do Pentágono, falando sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters, corroborou a versão turca do incidente, de que a aeronave russa invadiu de fato o espaço aéreo turco enquanto realizava missão na Síria.
A Rússia nega a violação do espaço aéreo.
Na semana passada, Putin rejeitou o convite do presidente da Turquia, Recep Tayip Erdogan, para conversar durante a conferência sobre a derrubada do avião.
EMISSÕES
Em Paris, Putin afirmou que Moscou pode cortar suas emissões de gases do efeito-estufa em quase um terço nos próximos 15 anos, em comparação com as medições de 1990.
A promessa de corte, no entanto, pode significar um aumento nas emissões, já que, devido à redução do tamanho da economia do país, o país polui muito menos do que a então União Soviética o fazia 25 anos atrás.
O presidente russo disse também que um futuro acordo climático deve incluir compromissos tanto de países em desenvolvimento quanto das nações ricas.
Putin foi um dos líderes mundiais a discursar na abertura da COP21.




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