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Alunos a favor de ocupações de escolas liberam Faria Lima após 3 horas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alunos e pais de ao menos cinco escolas estaduais paulistas, entre elas o colégio Fernão Dias, em Pinheiros (zona oeste), liberaram, por volta das 11h40 desta segunda-feira (30), os dois sentidos da avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. Uma parte do grupo retornou para a escola Fernão Dias.
Por volta das 8h40, segundo a Polícia Militar, eles colocaram cadeiras e interditaram o trânsito nos dois sentidos da via, na altura da avenida Rebouças, para protestar contra a proposta da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) de dividir parte dos colégios por ciclos únicos de ensino (anos iniciais e finais do fundamental e o médio).
A CET (Companhia de Engenharia de Trânsito) informou que o ato começou por volta das 7h20. Durante o protesto, os motoristas que trafegavam pela região acessavam o túnel Fernando Vieira de Mello para escapar do ato. Quem trafegava no sentido centro, acessava o túnel para sair na avenida Rebouças, na altura da rua Maria Carolina, e no sentido bairro, o motorista saía após a avenida Faria Lima.
De acordo com último balanço da Secretaria de Educação, ao menos 174 colégios estão ocupados. A secretaria informou que a partir desta segunda planeja realizar um mutirão de visitas às escola para pedir que sejam entregues as reivindicações de cada colégio.
A intenção do governo Geraldo Alckmin (PSDB) é enfraquecer o movimento, explicando suas posições ou tentando classificar os manifestantes como intransigentes (caso não queiram apresentar reivindicações). Alunos, professores e movimentos sociais criticam a reorganização da rede proposta pelo governo.
O plano de reorganização de ciclos prevê para 2016 o fechamento de 92 escolas e o remanejamento de 311 mil alunos -a rede estadual tem 5.147 escolas e atende a 3,8 milhões de estudantes. Ao todo, 754 escolas atenderão só um ciclo de ensino no Estado.
Os alunos dizem que só saem das escolas quando a gestão Alckmin desistir do plano de reorganização. Por outro lado, o governo disse que não voltará atrás, mas considera renegociar o plano caso os estudantes deixem as unidades.

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