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Hollande alerta para aquecimento global e terror na abertura da COP-21

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LEANDRO COLON, ENVIADO ESPECIAL
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta segunda-feira (30), na cerimônia de abertura da COP-21, que o combate ao terrorismo e ao aquecimento global merecem a mesma atenção das autoridades.
"Não estou escolhendo entre a luta contra o terrorismo e a luta contra o aquecimento global. Esses são dois grandes desafios que devemos superar. Devemos deixar nossas crianças em um mundo livre do terror e fornecer um planeta protegido de desastre, um planeta viável para viver", afirmou o dirigente francês.
Cerca de 150 chefes de Estado e de governo, entre eles a presidente Dilma Rousseff, se reúnem nesta segunda em Paris para o início da Conferência do Clima da ONU. O encontro diplomático termina no dia 11 de dezembro, quando os países pretendem chegar a um acordo de cumprimento de metas climáticas.
Segundo Hollande, nenhum país deve se abster de seus compromissos em combater o aquecimento global. "Precisamos construir um caminho crível para o limite de aquecimento global abaixo de 2 ºC ou 1,5 ºC, se possível. Para termos certeza de que estamos no caminho certo, temos de oferecer avaliações regulares, e estabelecer mecanismos de revisão que correspondam com nossos compromissos a cada cinco anos", declarou.
A COP-21 começa sob desconfiança. Não se sabe se os líderes chegarão a um consenso para aprovar um documento com força de lei, o chamado "acordo legalmente vinculante", em que os países seriam obrigados a cumprir as metas estabelecidas. Em entrevista no domingo (29), a secretária-executiva do encontro, Christiana Figueres, garantiu que esse acordo será atingindo, apesar da resistência de países estratégicos, como os Estados Unidos.
TENSÃO
A conferência, realizada na região de Le Bourget, no subúrbio de Paris, ocorre 17 dias depois dos atentados terroristas que mataram 130 pessoas na capital francesa. Em razão dos ataques, a França montou uma operação nunca vista antes para o evento da ONU, sobretudo por causa da presença de chefes de Estado nesta segunda, entre os quais os presidentes americano, Barack Obama, e russo, Vladimir Putin, dois que lideram ataques militares contra o Estado Islâmico, facção extremista que reivindicou os atentados de Paris.
Um minuto de silêncio foi observado pelos líderes antes do discurso de abertura, em homenagem ás vítimas de atentados recentes em Paris, Beirute, Bagdá, Tunísia e Mali.
Em seu discurso, Hollande lembrou os ataques do dia 13 de novembro. "Esses trágicos eventos representam aflição, mas também uma obrigação: nos forçam a focar no que é importante. A presença de vocês aqui gera uma imensa esperança de que não temos direito de decepcionar. Aqui em Paris vamos decidir o futuro do planeta", disse o presidente francês.

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