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Estabelecimento público paranaense é uma referência nacional em ensino integral

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Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Colégio Estadual Manoel Ribas tem educação em tempo integral para os alunos, na foto a mãe Eleticia Pereira e o filho estudante Cleiton Pereira. 25-11-15. Foto: Hedeson Alves
Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Colégio Estadual Manoel Ribas tem educação em tempo integral para os alunos, na foto a mãe Eleticia Pereira e o filho estudante Cleiton Pereira. 25-11-15. Foto: Hedeson Alves

O Colégio Estadual Manoel Ribas, de Curitiba, está entre as principais referências do Brasil em educação em tempo integral. A escola vai representar a educação pública do Paraná no seminário internacional sobre a modalidade de ensino, que será realizada em São Paulo nos dias 7 e 8 de dezembro. Além da escola paranaense, o evento contará com outras 20 escolas nacionais e dez internacionais que oferecem a educação em tempo integral. O seminário é coordenado pelo Centro de Referências em Educação Integral.

O resultado das experiências será apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Colégio Manoel Ribas foi a primeira escola pública paranaense a trabalhar com a educação em tempo integral, em 2010. O trabalho foi sendo lapidado até alcançar os resultados atuais, que garantem uma educação inclusiva e de qualidade, baixo número de evasão escolar e interação com a comunidade. 

“Quando iniciamos as atividades em tempo integral, chamamos os pais e explicamos a importância de os alunos permanecerem na escola. Hoje eles reconhecem que é mais importante que seus filhos estejam na escola do que trabalhando para ajudar a complementar a renda em casa”, disse o diretor do colégio, Wilson João Marcionilio Alves. Ele explica que a participação dos pais no cotidiano escolar foi fundamental para o sucesso do programa. “Toda a base da escola está na participação dos pais.

O acompanhamento do dia a dia é fundamental para que o aluno permaneça no colégio”, contou Wilson. Jupira Ferreira, mãe do aluno Holdren Souza, 12 anos, do 7° ano, e avó da aluna Kimberley Souza Bento, 12 anos, também do 7° ano, está sempre presente nas atividades desenvolvidas pelo colégio. “Às vezes eu até assisto as aulas com eles”, contou ela. Para Jupira, é fundamental que os pais participem da vida escolar dos filhos e incentivem a permanência na escola.

“Sabemos que eles estão recebendo uma boa educação e são bem cuidados o dia todo e isso nos dá mais tranquilidade”, disse ela. Já Eletícia Pereira, mãe do aluno Cleiton Pereira Regis, 14 anos, do 8° ano, lembra que a educação deve ser feita em parceria entre a comunidade e a escola. “É o futuro do meu filho que está acontecendo e é meu dever como mãe participar”, contou. “Moramos em uma comunidade de risco e ter a oportunidade do meu filho estar na escola o dia todo é tranquilizador, porque quando estou trabalhando ele está na escola, disse Eletícia. 

O sistema de educação integral também transformou a vida de Eletícia. Ela voltou a estudar após incentivo do colégio do filho. “Até o ano passado eu não tinha nem o 2° grau e hoje estou fazendo faculdade graças à oportunidade que o colégio me deu”, disse ela, que cursa Pedagogia. 

Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Colégio Estadual Manoel
Ribas tem educação em tempo integral para os alunos, na foto Matusalem Nunes
anda de skate na pista dentro do colégio na hora da aula de esporte
Foto: Hedeson Alves/AEN

DIFERENCIAL – Segundo Wilson, o diferencial do colégio é não possuir uma grade curricular com atividades diferenciadas em turno e contraturno. Ou seja, a escola trabalha com as disciplinas da base nacional integrada às atividades diversificadas. “Com essa metodologia o aluno percebe a escola como um lugar atrativo em todos os períodos”, explicou o diretor. Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes participam d atividades como dança, teatro, rádio escolar, folclore e arte paranaense, rúgbi, bets e skate. São nove horas diárias na escola. Mas se engana quem pensa que a rotina é cansativa.

“Gosto de estudar aqui porque tem muita coisa para fazer e a gente nem vê o tempo passar”, contou o aluno Matusalém Nunes, 14 anos, do 8° ano. O período prolongado na escola também contribui para reforçar a interatividade, cidadania e o respeito entre os alunos. “Eu me sinto como se estivesse em casa. Os professores, funcionários e meus amigos são como minha família”, revelou o estudante Cleiton. O ensino em tempo integral também contribui para aproximar professores e alunos. “Às vezes estamos fazendo alguma atividade na biblioteca e eles estão pesquisando junto. Isso contribui para desmistificar que há uma distância entre professor e aluno”, disse o professor de História, Vitor Cuneo.

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