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Reféns de hotel na capital do Mali são libertados; ao menos 27 morrem

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após sete horas, os reféns mantidos em um hotel de luxo no Mali foram libertados, de acordo com o coronel Salif Traoré, ministro da Segurança Interior do país. No hotel, foram encontrados ao menos 27 corpos, segundo uma contagem preliminar das forças de paz da ONU.
Não se sabe quantos dos corpos encontrados são dos terroristas.
Segundo um funcionário da ONU, as forças de paz que vasculharam o local encontraram 12 corpos no porão do hotel e outros 15 no segundo andar. Como a operação ainda estaria em curso no momento do anúncio, os números são parciais e foram cedidos sob anonimato às agências de notícias Reuters e Associated Press.
O grupo extremista Al-Mourabiton, formado por dissidentes da rede terrorista Al Qaeda, reivindicou a ação no hotel Radisson Blu, na capital Bamaco, em comunicado. A autenticidade da declaração, contudo, ainda não foi confirmada. O grupo afirmou querer a libertação de integrantes da milícia de prisões no Mali e o fim dos ataques contra os malineses no norte do país, região com forte presença da Al Qaeda.
O grupo hoteleiro Rezidor, que administra o hotel, disse que 140 hóspedes e 30 funcionários foram feitos reféns.
Um levantamento preliminar da nacionalidade dos reféns libertados listou 20 indianos, 12 franceses, sete argelianos, seis norte-americanos, seis turcos, quatro chineses e dois alemães.
INVASÃO
Os sequestradores entraram no hotel às 7h (5h de Brasília) em um carro com placa diplomática e abriram fogo contra os seguranças do prédio. Ao menos quatro ficaram feridos, dois em estado grave.
O comandante militar Modibo Naman Traore havia dito que o grupo é formado por dez homens armados com granadas. Já a empresa administradora do hotel diz que dois homens tomaram o prédio.
Ainda segundo o militar, eles invadiram o hotel gritando a frase em árabe "allah akbar" (Deus é grande).
Os homens, segundo fontes citadas pela agência de notícias Reuters, passaram pelos quartos em cada um dos andares até chegar ao sétimo.
Do lado de fora do hotel, era possível ouvir disparos de armas automáticas. A região foi cercada pela polícia e tropas do Exército do Mali, com ajuda de soldados da ONU. O Pentágono informou que forças especiais dos EUA também ajudam no resgate dos reféns.
Horas após a invasão, as forças de segurança invadiram o prédio e realizaram combates andar por andar. Durante a operação, foram ouvidos sons de tiroteio pesado dentro do prédio.
O local, que costuma abrigar estrangeiros, tem 190 quartos e fica em uma região da capital repleta de bancos, restaurantes e outros hotéis.
O porta-voz da ONU no Mali Olivier Saldago disse à rede americana CNN que o hotel abriga delegações diplomáticas que trabalham em um acordo de paz no país, que enfrenta ação de milícias da Al Qaeda.

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Edhucca

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