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Grupo mantém estrangeiros reféns em hotel na capital de Mali

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo abriu fogo na manhã desta sexta-feira (20) no hotel de luxo Radisson Blu, em pleno centro de Bamaco, capital do Mali. Eles mantêm hóspedes e funcionários reféns.
Segundo a rede de TV americana CNN, que cita uma fonte da ONU, ao menos três pessoas morreram -dois malineses e um francês.
Mais cedo, o grupo hoteleiro Rezidor, que administra o hotel, disse em comunicado que 140 hóspedes e 30 funcionários foram feitos reféns pelo grupo.
O canal de televisão estatal afirma que 80 dos reféns foram libertados. As forças de segurança de Mali entraram no hotel e estão liberando cada um dos andares, segundo a agência de notícias Reuters, que cita fontes de segurança.
Segundo informações das agências, entre os reféns estão membros das companhias aéreas Turkish Airlines e Air France e ao menos sete chineses.
O ministro de Relações Exteriores da Bélgica, Didier Reynders, disse que quatro belgas estão registrados como hóspedes do hotel, mas não há confirmação de que estão entre os reféns.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores indiano, Vikas Swarup, publicou no Twitter que há ao menos 20 indianos hospedados no Radisson Blu. "Nosso embaixador está em contato contínuo com eles e supervisionando a situação", disse.
A agência de notícias chinesa Xinhua afirmou ter contato com um dos chineses no local, que registrou a movimentação do lado de fora do prédio.
INVASÃO
As informações divulgadas pelas agências até o momento apontam que os sequestradores entraram no hotel às 7h (5h de Brasília) em um carro com placa diplomática e abriram fogo contra os seguranças do prédio. Ao menos quatro ficaram feridos, dois em estado grave.
O comandante militar Modibo Naman Traore disse que o grupo é formado por dez homens armados com granadas. Já a empresa administradora do hotel diz que dois homens tomaram o prédio.
Ainda segundo o militar, eles invadiram o hotel gritando "allah akbar" (Deus é grande).
Os homens, segundo fontes citadas pela Reuters, passaram pelos quartos em cada um dos andares até chegar ao sétimo.
Do lado de fora do hotel, era possível ouvir disparos de armas automáticas. A região foi cercada pela polícia e tropas do Exército de Mali, com ajuda de soldados da ONU.
Fontes das forças de segurança citadas pela agência AFP atribuíram a ação a terroristas. Até o momento, ninguém reivindicou a autoria e o governo não se pronunciou.
O hotel, que costuma abrigar estrangeiros, tem 190 quartos e fica em uma região da capital repleta de bancos, restaurantes e outros hotéis.
A Air France cancelou o voo 3852 de Paris para Bamaco previsto para esta sexta-feira por conta dos ataques.
O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, encurtou uma viagem para uma cúpula regional no Chade para acompanhar a situação em Bamaco.
AÇÃO FRANCESA
Em 2012, vários grupos jihadistas vinculados à rede terrorista Al Qaeda tomaram controle de regiões no norte de Mali. Muitos foram expulsos graças a uma operação internacional militar lançada em janeiro de 2013 por iniciativa da França (o país africano era uma colônia francesa) e ainda em vigor.
O ataque ocorre um dia após o presidente francês, François Hollande, elogiar as tropas do país pelo combate bem-sucedido das tropas islâmicas no país africano. "A França está liderando essa guerra com suas Forças Armadas, seus soldados, sua coragem. Ela precisa levar adiante essa guerra com [a ajuda de] seus aliados, seus parceiros, dando a nós todos os recursos disponíveis, como nós fizemos em Mali e como nós continuaremos a fazer no Iraque e na Síria", disse o presidente, em referência à reação francesa aos atentados em Paris no último dia 13.
Hollande disse nesta sexta-feira que fará todo o possível com os meios disponíveis para ajudar na libertação dos reféns. Ele pediu ainda que os cidadãos franceses em Bamaco entrem em contato com a Embaixada da França no Mali para proteção.

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