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Atentado pode ser retaliação a ataque francês contra EI

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quatro dias atrás, caças franceses destruíram um centro de distribuição de petróleo do Estado Islâmico na Síria, perto da cidade de Deir Ezzor.
Para analistas, os ataques terroristas em Paris nesta sexta-feira (13) podem ser retaliação de extremistas islâmicos contra os bombardeios franceses na Síria.
A França entrou na coalizão de países que combate o EI no final do ano passado, mas só começou a fazer bombardeios aéreos contra os islamitas na Síria no dia 27 de setembro deste ano.
"O petróleo é importante fonte de renda do EI, pode ter sido retaliação aos ataques franceses", diz Heni Ozi Cukier, professor de relações internacionais da ESPM. "Houve uma grande escalada nos ataques da coalizão contra o EI nos últimos dias."
Até o início da noite desta sexta, nenhuma facção terrorista havia reivindicado os ataques de Paris.
No fim de setembro, caças franceses destruíram um centro de treinamento do EI no leste da Síria.
Até então, a França só havia atacado alvos no Iraque -e, mesmo assim, respondiam por apenas 3% do total de bombardeios da coalizão contra os islamitas.
"A França atacou um campo de treinamento do Estado Islâmico na Síria, porque era uma ameaça à nossa segurança", disse o presidente francês François Hollande após reunião na Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova York, no fim de setembro.
A coalizão e os EUA, em especial, intensificaram os ataques contra o EI nos últimos dias, tanto na Síria como no Iraque. Eles auxiliaram as milícias curdas que retomaram nesta sexta a cidade de Sinjar, que estava em poder dos islamitas há 18 meses.
No dia 31 de outubro, um avião russo da companhia Metrojet caiu no Egito com 224 pessoas a bordo, depois de uma explosão.
O EI afirmou ter sido autor de atentado que levou à explosão do avião, reivindicação não confirmada. Quatro dias atrás, o premiê russo, Dmitri Medvedev, admitiu que o avião pode ter sido alvo de um "ato terrorista".
Neste final de semana, ministros dos países da coalizão se encontrariam em Viena para retomar as negociações sobre a guerra na Síria.

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