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Justiça manda prefeito no ES suspender protesto contra a Vale

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ALEX CAVALCANTI
VITÓRIA, BA (FOLHAPRESS) - Por ordem da Justiça, o prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), retirou tratores da prefeitura que, desde a noite de quinta-feira (12), bloqueavam um trecho da ferrovia Vitória-Minas, operada pela Vale, controladora da mineradora Samarco.
O bloqueio, diz o prefeito capixaba, foi uma tentativa de forçar os diretores da Samarco e da Vale a apresentar soluções para o problema da enxurrada de lama que vem devastando o Rio Doce desde a semana passada, após o rompimento de duas barragens em Mariana, Minas Gerais.
"Faz oito dias que essa tragédia ambiental ocorreu e até agora não recebi nenhuma ajuda das mineradoras. Quando fiz um protesto para pressionar a Vale, a Justiça se mexeu em menos de seis horas", critica o prefeito. Segundo Barros, sem instrumentos para pressionar as empresas, o município conta com poucos recursos para tentar minimizar os efeitos da onda de lama. Ele reclama também da presidente Dilma Rousseff.
"A visita dela foi protocolar. Ela não conhece a região, não tem noção da realidade e dos estragos e nem parou para ouvir. Veio atrasada, sentou e saiu rápido", critica Neto Barros, para quem as multas de R$ 250 milhões anunciadas pela presidente não representam nada perto dos estragos. "O que são esses R$ 250 milhões diante da devastação provocada?", questiona.
De acordo com o prefeito, para tentar evitar um desabastecimento total, um canal de 800 metros está sendo construído para conectar o Rio Guandu, um pequeno afluente do Rio Doce, ao sistema de tratamento de água da cidade. "Essa será nossa fonte de água a partir de agora. Vamos fazer uma ligação provisória e, depois, algo definitivo. Não quero dar água do Rio Doce para meus filhos beberem".
Para realizar esse desvio, 50 funcionários da prefeitura estão trabalhando dia e noite. "Nem nisso a Samarco está nos ajudando", denuncia Barros, que defende que a Samarco faça um desvio para recolher a lama que invadiu o Rio Doce, em vez de deixar a onda de dejetos percorrer "e matar todo o Rio".
A Vale afirmou, por meio de nota, ter comprado 14,5 milhões de litros de água mineral para atender a população dos municípios afetados pela contaminação do Rio Doce. Desse total, segundo a empresa, 10,187 milhões serão entregues em Governador Valadares e o restante para Baixo Guandu e Colatina. A quantidade comprada assegura o consumo de mais de 3 litros de água por habitante por dia durante 12 dias. A Vale diz estar adquirindo este volume de sete fornecedores em três Estados e a água será transportada para os três municípios por rodovia e também pela Estrada de Ferro Vitória a Minas.

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