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Reitor de universidade nos EUA renuncia em meio a tensão racial

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O reitor da Universidade do Missouri, Timothy M. Wolfe, renunciou nesta segunda-feira (9) ao posto após ser acusado de negligência por estudantes negros diante de recentes manifestações de ódio racial no campus.
Nos últimos dias, a pressão havia aumentado com a amplamente divulgada greve de fome de um estudante de graduação, Jonathan Butler, que pedia a sua renúncia, e com a exigência da organização estudantil da universidade para que Wolfe deixasse a reitoria.
O golpe maior, contudo, ocorreu na noite de domingo (8), quando jogadores do time de futebol americano da universidade anunciaram que não entrariam mais em campo enquanto Wolfe permanecesse no posto -ação que teve o apoio do técnico Gary Pinkel.
A greve do time fez com que a crise no campus ganhasse os jornais em todo o país. Estima-se que só a penalidade que a universidade teria que arcar por não jogar a partida do próximo fim de semana contra a equipe do Brigham Young University seria de US$ 1 milhão.
"Acredito que paramos de ouvir uns aos outros", disse Wolfe. "Temos que respeitar o outro o suficiente para parar de gritar e começar a ouvir, e deixar de intimidar o outro."
O reitor disse ter "total responsabilidade por essa frustração e pela inação" vista.
A notícia da renúncia foi celebrada por dezenas de alunos que estavam reunidos nesta segunda (9) para debater a questão racial no campus
Os protestos tiveram início em setembro, quando o líder da organização estudantil da universidade, Payton Head, que é negro, disse, numa rede social, que um grupo de homens teria o ofendido no campus, usando xingamentos racistas.
No mês seguinte, uma suástica feita de fezes foi encontrada em um banheiro da residência estudantil.
O reitor teria sido procurado após os episódios, mas não manifestou qualquer repúdio às ações.

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