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Obama pretende superar diferenças com Israel para paz no Oriente Médio

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THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Após mais de um ano de distanciamentos, o presidente americano Barack Obama declarou intenção de superar diferenças com Israel e retomar negociações de paz no Oriente Médio.
No primeiro encontro em 13 meses, realizado nesta segunda-feira (9), na Casa Branca, Obama e o premiê Binyamin Netanyahu anunciariam que discutiriam o acirramento de tensão na Palestina, o acordo com o Irã, a guerra na Síria e possivelmente aumento nos repasses de ajuda militar dos EUA a Israel.
Em pronunciamento conjunto antes da reunião, o israelense manteve o tom assertivo ao dizer que o país vem sendo "testado pela instabilidade e insegurança" no Oriente Médio.
"Todo o mundo pode ver a selvageria do Estado Islâmico, a agressão e o terror de aliados do Irã e do próprio Irã. A combinação de turbulências tem desabrigado milhões de pessoas e massacrado centenas de milhares. E não sabemos o que vai acontecer", discursou Netanyahu.
Obama afirmou que "não é segredo" que a segurança no Oriente Médio "se deteriorou".
"Vou discutir com o primeiro ministro seus pensamentos sobre como diminuir a temperatura entre israelenses e palestinos, como podemos retomar o caminho da paz e como podemos assegurar que aspirações palestinas legítimas se realizem por meio de um processo político, assim como garantindo a capacidade de Israel de se proteger", disse o americano.
Sobre o acordo com o Irã, que Netanyahu chamou de "erro histórico" meses atrás, Obama disse que "não é segredo que o primeiro ministro e eu temos discordâncias. Mas não temos discordâncias sobre a necessidade de impedir o Irã de fabricar arma nuclear".
O pacto prevê a retirada de sanções impostas por potências ocidentais em troca de limites ao programa nuclear do país persa.
"Ninguém deve duvidar da determinação de Israel de se defender nem de genuinamente procurar paz", afirmou Netanyahu.
Em sua fala, o premiê repetiu o discurso sobre a Palestina em defesa de "dois Estados, dois povos". Celebrou a "oportunidade de trabalhar juntamente" com Obama, a quem agradeceu por "fortalecer a aliança" entre os dois países.
O encontro acontece após meses de discordâncias públicas e gestos de aproximação do premiê com o Partido Republicano, que faz oposição a Obama.
O americano condenou a violência de palestinos contra cidadãos israelenses e defendeu "o direito e obrigação" de Israel de se proteger.

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