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Presidentes chinês e taiwanês celebram reunião histórica em Cingapura

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os presidentes da China e Taiwan realizaram neste sábado (7) uma reunião histórica em Cingapura, a primeira entre os dois países desde a cisão política, há 66 anos.
O chinês Xi Jinping e o taiwanês Ma Ying-jeou se cumprimentaram e sorriram diante de jornalistas reunidos em um hotel em Cingapura, antes da reunião de portas fechadas.
O encontro, que foi realizado em território neutro, é o primeiro entre dirigentes dos regimes rivais desde o final da guerra civil e da fundação da China Popular, em 1949, quando os nacionalistas de Kuomintang se refugiaram em Taiwan.
A reunião é um "avanço histórico", que "pode criar novos espaços para as relações" entre o continente e Taiwan, considerou, neste sábado, um editorial do jornal chinês "Global Times", próximo a autoridades do país.
PROTOCOLO
Para evitar problemas de protocolo, os dois chefes de Estado não utilizarão a palavra "presidente" para dirigir-se ao outro, optando apenas por "senhor".
O presidente taiwanês Ma Ying-jeou antecipou durante a semana que nenhum acordo seria assinado e também descartou uma declaração conjunta.
De acordo com analistas, Taiwan pode tentar aproveitar o encontro para ganhar influência no cenário internacional.
A ilha perdeu sua cadeira na ONU em 1971 em benefício da China e apenas 22 pequenos países a reconhecem formalmente, em boa parte latino-americanos e do Caribe, o que provoca um importante ressentimento entre os taiwaneses.
Já a China, teria aceitado o encontro depois de recusar a proposta por algum tempo, para ajudar o Kuomintang ante a oposição, que tem um discurso mais independentista.
O encontro também é interpretado como uma tentativa de Pequim de parecer conciliador e desviar a atenção do clima de tensão provocado por seu expansionismo no Mar da China Meridional, onde disputa com vizinhos a soberania de várias ilhas.
MANIFESTAÇÃO
Em Taiwan houve protestos no aeroporto de Taipei antes da partida do presidente Ma Ying-jeou, pela manhã. Os manifestantes queimaram fotos dos presidentes, enquanto chamavam Xi Jinping de "ditador chinês" e o taiwanês de "traidor".
Na sexta-feira, centenas de manifestantes que portavam cartazes dizendo "Independência de Taiwan" tentaram invadir o parlamento de Taipei.
Xi e Ma devem, no entanto, mostrar-se prudentes durante o encontro, apesar da sensibilidade política. A China considera Taiwan parte de seu território, que deve ser reunificado, inclusive à força –se necessário. Taiwan, por sua parte, tem forjado uma identidade própria desde a proclamação da República Popular da China.

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