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Rússia pede eleições na Síria e diz que está disposta a ajudar forças rebeldes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado (24) que o Kremlin quer que a Síria se prepare para eleições presidenciais e parlamentares e que o país está pronto para dar suporte aéreo ao Exército Livre da Síria, que lidera as forças rebeldes.
"Participantes externos não podem decidir nada pelos sírios. Nós precisamos forçá-los a desenvolver um plano para seu país onde os interesses de todos os grupos religiosos, étnicos e políticos estejam bem protegidos", disse Lavrov à TV Rossiya 1. "Claro que eles precisam se preparar para eleições parlamentares e presidenciais", completou.
Lavrov disse ainda que os outros países começaram a entender a situação na Síria apesar da retórica insistente contra o regime de Bashal al-Assad, uma mudança que deu esperança à Rússia de avanço no processo político para solucionar a crise humanitária no país, devastado por uma guerra civil que se arrasta há mais de quatro anos.
O ministro disse ainda que a Rússia está pronta para apoiar o Exército Livre da Síria, se os EUA ajudaram a identificar onde estão os representantes do que chamou de "oposição patriótica". Ele aproveitou para criticar de "grande erro", a recusa dos EUA de participar da campanha de ataques russos na Síria.
As declarações vieram um dia após a reunião sobre o conflito sírio com líderes da política externa de Rússia, Turquia e Arábia Saudita, em Viena. O secretário de Estado americano, John Kerry, chamou o encontro de produtivo, mas não houve consenso sobre as ações militares russas no país.
Ao iniciar bombardeios na Síria em favor do ditador Assad, no fim de setembro, a Rússia mudou o panorama da guerra civil no país. Embora tenha reafirmado que seus alvos são somente posições de milícias radicais como o Estado Islâmico (EI), o Kremlin é acusado pelo Ocidente de atacar áreas dominadas pela oposição moderada, aliadas aos EUA.
Além de Assad, a ação russa está alinhada com o Irã, majoritariamente xiita. A Jordânia, por sua vez, sunita, tem alinhado suas ações com Washington.
BOMBARDEIOS
Nesta sexta (23), a coalizão liderada pelos EUA realizou 16 novos ataques aéreos na Síria, segundo comunicado militar.
Os bombardeios aconteceram nas imediações de sete cidades, incluindo Mossul e Ramadi, e tiveram como alvo instalações, armas e membros da facção terrorista Estado Islâmico.

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