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Venezuela abre processo nos EUA contra site que dá cotação do dólar

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SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O Banco Central da Venezuela (BCV) entrou com processo nesta sexta-feira (23) nos EUA contra o site DolarToday, que publica a cotação de dólar paralelo mais usada em transações fora do rígido sistema de controle de câmbio venezuelano.
Contratado pelo BCV, o escritório de advogados Squire Patton Boggs, um dos maiores do mundo, acusou os responsáveis pelo site de praticar "ciberterrorismo" ao acirrar a inflação, prejudicar o poder de compra dos venezuelanos e afetar a autoridade do Estado.
"DolarToday inventa taxas de câmbio que publica em seu site e aplicativos de celular", diz o comunicado dos advogados.
O processo não busca fechar o site, mas impedi-lo de publicar cotação de divisas estrangeiras.
Os acusados são os três venezuelanos identificados como donos do site. Todos são radicados nos EUA.
Um deles, Gustavo Díaz, é um ex-coronel vinculado ao fracassado golpe de Estado contra o então presidente Hugo Chávez, em 2002.
O DolarToday admite abertamente ser adversário do governo venezuelano.
Segundo a agência Reuters, o processo foi aberto no Estado de Delaware, onde se situa a empresa que opera o site.
Na tarde desta sexta-feira, o DolarToday anunciava cotação de 820 bolívares por dólar, enquanto as duas principais taxas de câmbio oficial controlado pelo governo são de 6,30 bolívares (para importação de alimentos e remédios) e 12 bolívares para outros produtos.
Uma terceira taxa (ao redor de 200 bolívares por dólar) é usada em casas de câmbio.
O DolarToday diz calcular sua taxa em função das transações comerciais em Cúcuta, cidade colombiana situada perto da fronteira com a Venezuela, espécie de epicentro do contrabando.
A taxa paralela aumentou mais de 350% no decorrer de 2015, em grande parte por causa do controle de câmbio e de preços combinado com o escasseamento de dólares.
Dependente do petróleo, a Venezuela vê minguar sua arrecadação em divisas desde o ano passado, quando degringolou o preço do barril devido a um misto de vasta oferta no mercado e desaceleração da demanda chinesa.

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