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Furacão Patricia perde força e cai de categoria 5 para 1 no México

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O furacão Patricia, o mais poderoso já registrado, perdeu força ao adentrar o território do México e foi reclassificado para categoria 1 na escala Saffir Simpson.
O furacão entrou no México na região a cerca de 90 quilômetros a noroeste da cidade de Manzanillo, na noite desta sexta-feira (23), como evento na categoria mais alta da escala (5).
Patricia trouxe chuvas e ventos de até 265 km/h e causou alagamentos nas cidades costeiras do país.
Conforme avançou sobre as montanhas ao longo da costa mexicana do oceano Pacífico nesta manhã, contudo, registrava ventos máximos de 120 km/h. A expectativa é que se dissipe sobre as montanhas, transformando-se em tempestade tropical ainda neste sábado. Seu centro está a cerca de 80 km sudoeste de Zacatecas.
Cerca de 15 mil turistas foram retirados às pressas de Puerto Vallarta antes da chegada do furacão. Os turistas e milhares de moradores da região foram levados a abrigos improvisados com o país sob alerta máximo.
Partes da cidade foram alagadas, mas os danos no local foram menos graves do que o esperado. Segundo agências de notícias, parte dos turistas voltou aos hotéis já na noite de sexta-feira. "Eu não acho que haverá grande problema com alagamentos", disse Dario Pomina, 43, gerente da Posadas de Roger, no centro da cidade. "As coisas estão mais ou menos OK."
O visitante Brandie Galle, do Estado americano de Oregon, disse que ficou abrigado no salão do Hard Rock Hotel, junto a outros turistas. Como os efeitos não foram tão graves quanto o esperado, afirma, eles foram liberados para jantar no restaurante do hotel após duas horas.
"Todo mundo está começando a relaxar, mas ainda há expectativa sobre o que vai acontecer com a tempestade", disse.
Galle contou ainda que alguns hóspedes chegaram a pagar US$ 400 para taxistas dispostos a levá-los à cidade de Guadalajara, a 200 km, fora da rota de Patricia.
A família Sokol, da cidade americana de Detroit, deveria deixar Puerto Vallarta na sexta-feira, mas acabou em um abrigo em uma universidade, após ter o voo cancelado. De noite, contudo, já estavam de volta ao hotel.
"É impressionante como foi do pior da história para chuvas fortes", disse Susanna Sokol.
Já no resort de Barra de Navidad, perto do porto de Manzanillo, a situação estava pior. "Ele criou caos aqui, arruinou muitas coisas, derrubou telhados e muitas árvores. As coisas estão em mau estado onde nós trabalhamos", disse Domingo Hernandez, funcionário de um hotel local.
O canal de TV local Milenio exibiu imagens de carros e ônibus sendo varridos pelas enchentes no Estado de Jalisco. Não há até o momento registro de vítimas.
O furacão foi o mais poderoso já registrado, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. A categoria 5 é a última da escala e inclui furacões com ventos acima de 248 km/h. O México entrou em alerta máximo com temor de que fosse atingido por ventos de 325 km/h.
O único outro furacão de categoria 5 no Pacífico a atingir a terra foi em 1959, também no México, causando a morte de cerca de 1.800 pessoas.
Em breve pronunciamento na televisão na noite de sexta, o presidente Enrique Peña Nieto pediu aos mexicanos que se precavessem já que o furacão, mesmo enfraquecido, poderia trazer sérios riscos. "Os relatos iniciais confirmam que o dano foi menor do que se esperaria de um furacão dessa magnitude, Mas nós não podemos baixar a guarda ainda", disse.
O governo alertou que cinzas do vulcão Colima, a 210 km de Puerto Vallarta, poderiam se juntar à chuva forte trazida por Patricia e deixar vilas da região sob uma camada de lama.
A Cruz Vermelha mexicana despachou equipes de atendimento de emergência e caminhões com suprimentos para as áreas atingidas.
Os aeroportos de Puerto Vallarta, Manzanillo e Tepic foram fechados na sexta-feira, mas funcionavam neste sábado para transportar quem estivesse em áreas afetadas pelo furacão.
Patricia se tornou uma tempestade tropical no Pacífico na quinta-feira (22) e ganhou força rapidamente ao se aproximar da costa. Meteorologistas compararam o evento ao tufão Haiyan, que matou mais de 6.300 pessoas nas Filipinas em novembro de 2013 com ventos de 315 km/h.

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