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USP abre sindicância para investigar pichações racistas em Ribeirão

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A USP Ribeirão abriu uma sindicância para apurar a autoria de três pichações racistas feitas em um banheiro da instituição no campus de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).
As inscrições "Cotas pra Preto?", "Aqui é faculdade de gente inteligente (e branca)" e "Macacos Cotistas fora da FDRP?" foram feitas em um dos banheiros masculinos da FDRP (Faculdade de Direito de Ribeirão Preto).
As frases geraram críticas do Coletivo Negro USP Ribeirão, que invadiu salas de aula para protestar contra as frases e a situação dos negros no país. Texto elaborado pelo coletivo aponta a marginalização dos negros, com exploração trabalhista e subempregos, entre outros pontos. O movimento afirma que está sofrendo ameaças diárias de alunos racistas.
Segundo o professor Umberto Celli Junior, diretor da FDRP, a comissão formada a partir da criação da sindicância fará encontro na segunda-feira (26) com o Coletivo Negro para ouvir a versão dos membros do movimento.
Imagens de câmeras de segurança da faculdade foram solicitadas e passarão por perícia para tentar identificar o autor da pichação –não se sabe se foram alunos, funcionários ou mesmo alguém de fora da instituição.
"Não vou admitir ninhos de serpente na faculdade. Isso parece ser uma atitude fascista, racista, não vai ser permitido. Não é admissível em nenhum lugar, menos ainda numa faculdade de direito e na USP", disse o diretor da FDRP.
Se identificado, o autor pode ser expulso da USP, caso seja um estudante, segundo Celli Junior. A sindicância tem prazo de 60 dias para ser concluída.
Após os protestos do coletivo em aulas no campus de Ribeirão, o diretor conversou com alunos do movimento e pediu paciência durante a apuração. "Espero que consigamos reunir provas para punir os responsáveis."
A comissão de direitos humanos da USP foi informada do episódio, e a Procuradoria-Geral da universidade vai colaborar na apuração do caso.
No início deste mês, uma pichação também racista foi encontrada num banheiro do Mackenzie, em São Paulo, o que motivou a abertura de um procedimento interno para apurar os fatos e tentar identificar o autor do crime.

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