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Ataque em escola na Suécia foi motivado por ódio racial, diz polícia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ataque de um homem armado com uma espada contra uma escola na Suécia na quinta-feira (22) foi motivado por racismo, disse a polícia nesta sexta (23).
O agressor matou um professor e um estudante e feriu gravemente outras duas pessoas a golpes de espada antes de ser baleado pela polícia. Ele morreu após algumas horas no hospital.
"Podemos confirmar que este foi um crime motivado por ódio racial em parte porque o homem escolheu suas vítimas com base na cor de sua pele", disse o chefe da polícia, Niclas Hallgren, à rádio pública sueca.
A escola Kronan, localizada na cidade industrial de Trollhattan, tem uma grande proporção de estudantes membros de famílias de imigrantes.
O agressor foi identificado pela mídia como Anton Lundin Pettersson, 21.
Segundo relatos, o homem invadiu a escola com uma espada e vestindo uma capa preta e uma máscara semelhante à de Darth Vader, vilão de Guerra nas Estrelas. "Eu sou seu pai", ele teria dito no local. O agressor tirou fotos com estudantes antes de iniciar o ataque.
Com base nas imagens do circuito de segurança, Hallgren disse que "o jeito de [o agressor] andar se assemelha ao nazismo".
Os primeiros ataque ocorreram na lanchonete da escola. O professor assistente Lavin Eskandar, 20, orientou os estudantes a fugir e tentou conter o agressor, mas foi morto no local. Ahmed Hassan, 15, estudante de origem somali, foi ferido em uma sala de aula e morreu no hospital.
Continuam no hospital em estado grave um estudante de 15 anos e um professor de matemática de 41. Inicialmente, relatou-se que que os estudantes golpeados teriam 15 e 11 anos de idade. A informação foi corrigida pelas autoridades.
"Estamos convencidos de que ele estava sozinho na cena do crime. Estamos investigando se ele tinha contato com outras pessoas. Estamos vasculhando suas informações e o histórico de ligações de seu telefone", disse o porta-voz da polícia Peter Adlerson.
Após o ataque, a polícia investigou sua casa, onde encontrou uma espécie de nota de suicídio. Nas redes sociais, ele compartilhava vídeos que glorificam a Alemanha nazista.
Pettersson, que não tinha afiliação política, havia apoiado recentemente uma campanha do partido antimigração Democratas Suecos por um plebiscito para barrar a entrada de refugiados no país. Ele não tinha histórico criminal.
Este é o primeiro ataque a uma escola registrado na Suécia desde 1961, quando um jovem morreu e seis ficaram feridos em Gotemburgo. A polícia diz ter frustrado em 2004 um ataque a tiros em uma escola em Malmö.

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