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Deputadas argentinas da oposição denunciam escutas ilegais do governo

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Duas deputadas da oposição denunciaram nesta terça (20) à Justiça que políticos, jornalistas, juízes e intelectuais argentinos estariam sendo espionados ilegalmente pelo aparato do governo da presidente Cristina Kirchner.
A denúncia foi feita por Patricia Bullrich e Laura Alonso, duas deputadas aliadas ao opositor Mauricio Macri, que concorre à Presidência pela coligação Mudemos. A eleição argentina ocorre no próximo domingo (25).
No documento entregue à Justiça, em que solicita a apuração da suspeita, a deputada Laura Alonso afirma que tomou conhecimento do suposto grampo por uma ligação de uma pessoa que se identificou como membro do serviço de inteligência.
Segundo seu relato, essa pessoa lhe entregou um envelope com uma lista de pessoas que estavam sob vigilância.
As duas deputadas seriam alvo do suposto grampo, assim como Macri, seu marqueteiro, Jaime Durán Barba, economistas e políticos aliados.
Também estão na lista os nomes dos presidenciáveis Sergio Massa, Margarita Stolbizer e Adolfo Rodriguez Saá.
De acordo com a denúncia, além da suposta escuta telefônica, a vigilância incluiria o monitoramento das mensagens no aplicativo Whatsapp, em e-mail e em mensagens de texto nos celulares.
A extensa relação, de 11 páginas, também indica espionagem nos telefones de todos os integrantes da Suprema Corte argentina, de juízes que investigam causas sensíveis ao governo e de inúmeros jornalistas do "Clarín", do "La Nación" e do canal de TV TN.
Empresários e sindicalistas também estariam sendo espionados.
Não há nenhum integrante do governo ou simpatizante do kirchnerismo na lista apresentada.
Segundo frisa a deputada em sua denúncia, todos os supostamente vigiados têm opinião crítica ao governo de Cristina Kirchner.
"O padrão comum de todos os espiados é que mantêm posições críticas ou independentes ao governo nacional".
No documento entregue à Justiça, as deputadas solicitam a investigação de um suposto centro de monitoramento montado a menos de dois quilômetros do Congresso Nacional do país.
Em entrevista ao canal de TV TN, a deputada Patricia Bullrich lamentou que a denúncia se tornasse pública neste momento e sugere que houve vazamento no tribunal federal de Comodoro Py.
"Queríamos que ficasse no âmbito da Justiça para que se chegasse à verdade", disse ela, dizendo temer que o aparato de vigilância seja desmontado antes de uma ação policial.
Ela afirmou que, sob o comando do general reformando César Milani, o Exército montou um esquema de vigilância de civis que serviria ao governo contra seus adversários.
Entre os espionados, segundo a deputada, está a ex-mulher do promotor Alberto Nisman, morto em janeiro em um caso sem explicação.
Os telefones da juíza Sandra Arroyo Salgado, do ex-espião Antonio Jaime Stiuso - que seria informante de Nisman na investigação que fazia contra o governo Kirchner - e de inúmeros parentes do ex-chefe da inteligência argentina estariam entre os vigiados.
Procurada, a assessoria de imprensa do Exército argentino disse que não se pronunciaria.

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