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Corte condena jornalista americano, diz Irã, sem revelar detalhes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma corte iraniana condenou o jornalista americano Jason Rezaian, disse o porta-voz do Judiciário do Irã, sem revelar nenhum outro detalhe, como a pena à qual ele foi sentenciado, segundo informações da agência de notícias oficial Isna.
"Ele foi condenado, mas não tenho detalhes sobre o veredito", disse à agência o porta-voz do Judiciário do Irã, Gholam Hossein Mohseni Ejehi.
Segundo Ejehi, Rezaian tem 20 dias para apresentar sua apelação.
A advogada do jornalista, Leila Ahsan, afirmou à agência Associated Press que não foi notificada da condenação e que, por isso, "não há novos desdobramentos" do caso.
O jornalista iraniano-americano de 39 anos, que trabalhava para o "Washington Post" desde 2012, foi detido junto a sua mulher, Yeganeh Salehi, em sua residência na noite de 22 de julho de 2014. Salehi foi libertada posteriormente. Uma terceira acusada, cujo nome não foi divulgado, também foi detida na ocasião e libertada depois.
O jornal mantém a posição de que Rezaian é inocente e, junto com autoridades dos EUA e grupos de defesas de direitos humanos, tem repetidamente pedido sua soltura.
Segundo o editor-executivo do "Washington Post", Martin Baron, a nota do Judiciário "só reforça a injustiça na qual o caso de Jason está envolto".
Desde a sua prisão, Rezaian compareceu três vezes a portas fechadas ante o tribunal revolucionário de Teerã, que julga casos políticos ou de segurança nacional.
ESPIONAGEM
O jornalista é acusado de espionagem, colaboração com governos hostis e propaganda contra o regime, que podem lhe render até 20 anos de prisão. Ele nega todas as acusações.
Os familiares do jornalista afirmam que sua saúde é frágil e que ele precisa de remédios. Rezaian, que é o jornalista ocidental que passou mais tempo preso no Irã, tem hipertensão, dores lombares crônicas e depressão.
A questão tem sido motivo de atritos diplomáticos entre EUA e Irã. O porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, disse que o país está monitorando o caso com atenção.
"Nós continuamos a pedir a anulação de todas as queixas contra Jason e que ele seja imediatamente solto", disse Kirby.
O julgamento de Rezaian foi conduzido na Corte Revolucionária, que tipicamente trata dos casos envolvendo segurança nacional.
O juiz do caso, Abolghassem Salavati, é conhecido por sua inflexibilidade e por condenações duras. Ele participou dos julgamentos de manifestantes presos durante os protestos que se seguiram à eleição presidencial de 2009.

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