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Paraná debate política para evitar atropelamentos de animais silvestres

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O Paraná vai debater a criação de uma política pública para diminuir o atropelamento de fauna silvestre nas rodovias e estradas do Estado. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (6) ao Conselho Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Cema), que realizou a 93ª reunião ordinária, em Curitiba. Foram discutidos ainda temas como o projeto Parques do Paraná e o Fundo Estadual do Meio Ambiente. A proposta sobre atropelamento de fauna silvestre foi levada ao Cema pelo Conselho Regional de Biologia do Paraná (CRBIO).

O presidente do Cema e secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, disse que dará atenção especial ao tema. “É uma contribuição importante que será debatida neste conselho. Adianto que precisamos dedicar especial atenção às estradas e rodovias que atravessam Unidades de Conservação, que têm uma concentração ainda maior de fauna silvestre”, disse Soavinski.O atropelamento é uma das principais causas de morte de animais silvestres no Brasil.

A estimativa é de que a cada segundo quase 15 animais silvestres morram nas estradas brasileiras. Cerca de 40 milhões dos atropelamentos que ocorrem por ano são de animais de médio porte, como gambás, lebres e macacos. Outros cinco milhões são de grande porte, como onças, lobos-guarás, antas, tamanduás-bandeira e capivaras.“Além de prejuízos diretos à biodiversidade, os atropelamentos comprometem a segurança dos motoristas e passageiros nas estradas e rodovias”, afirmou o presidente do Conselho de Biologia do Paraná, Jorge Augusto Callado Afonso.

FUNDO DO MEIO AMBIENTE - Na reunião, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentou um relatório do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). O presidente do IAP, Tarcísio Mossato Pinto, destacou a transparência do fundo e se comprometeu a detalhar ainda mais as aplicações na próxima reunião do Conselho, em dezembro. “Os dados serão colocados no site do IAP e, independente disso, qualquer cidadão pode solicitar as informações. O Fema é público e deve ser acompanhado pela sociedade”, destacou ele.Outro assunto do encontro foi o projeto Parques do Paraná, apresentado aos conselheiros pela coordenadora de Biodiversidade e Florestas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sueli Ota.

O projeto é um conjunto de ações e estruturação de unidades de conservação do Estado para estimular a visitação e contribuir com a preservação do patrimônio natural e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades do entorno dos parques. No fim da reunião, houve manifestação de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados pelo produtor Manoel Henrique Pereira. Conhecido como Nonô Pereira, o agricultor morreu em 8 de setembro, em Ponta Grossa, e foi um dos responsáveis pela implantação e difusão do sistema de plantio direto na palha.

A técnica, que há 40 anos surgiu no Paraná, ajudou milhares de agricultores a cultivar preservando o solo e hoje é adotada em todas as regiões do Brasil. O plantio direto dispensa o arado antes do plantio e, por isso, tem efeitos positivos sobre o meio ambiente, reduzindo o uso de insumos de origem fóssil, como combustíveis e fertilizantes, e contribui para o sequestro de carbono no solo, reduzindo o aquecimento global. A técnica de plantio direto foi citada pelo secretário Soavinski como um dos pioneirismos do Paraná.

“Quando o mundo ainda nem falava em aquecimento global, o Paraná já praticava o sequestro de milhares de toneladas de carbono, graças ao plantio direto”, disse Soavinski.A proposta de moção a Manoel Henrique Pereira partiu da representante do Sindicato Estadual dos Servidores Público das Secretarias da Agricultura e Meio Ambiente (Sindiseab), Carmem Terezinha Leal.

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