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EUA rejeitam coordenar com a Rússia ataques contra o EI na Síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário da Defesa dos EUA, Ash Carter, disse nesta quarta-feira (7) que o Pentágono não vai cooperar militarmente com a Rússia em suas operações antiterrorismo na Síria porque a estratégia de Moscou é "tragicamente falha".
Em entrevista concedida durante vista oficial a Roma, Carter disse que os americanos não colaborarão com Moscou enquanto a Força Aérea russa continuar "bombardeando posições de grupos que não são [a facção radical] Estado Islâmico (EI)".
Até que os ataques cessem, afirmou, as autoridades militares dos dois países manterão conversas básicas e técnicas para evitar possíveis incidentes no espaço aéreo sírio.
Mais cedo nesta quarta, o porta-voz do ministério russo da Defesa russo, general Igor Konashenkov, havia dito que seu país poderia aplicar propostas americanas para "coordenar os bombardeios russos" na Síria com os da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.
"Apesar do que dizem os russos, nós não concordamos em cooperar com a Rússia enquanto eles continuarem com sua estratégia errada e atingir esses alvos [da oposição síria]", disse Carter.
O secretário também disse estar preocupado com a grande ofensiva do Exército da Síria iniciada nesta quarta-feira com apoio de ataques aéreos russos sobre redutos da oposição em regiões no centro do país.
Além disso, criticou o "comportamento irresponsável" da Rússia de permitir a entrada de seus aviões no espaço aéreo da Turquia. As movimentações russas provocaram atrito entre o Kremlin e a Otan (aliança militar do Ocidente).
Desde que iniciou sua intervenção na guerra síria, há uma semana, Moscou vem pressionando o Ocidente para coordenar esforços contra o EI. A Rússia busca uma solução para o conflito sírio que mantenha no poder o ditador Bashar al-Assad, cujo regime é aliado de longa data do Kremlin.
A posição russa é duramente criticada pelos EUA, que apostam na queda de Assad desde o início da guerra civil na Síria, há quatro anos e meio. Atualmente, Washington oferece apoio para grupos da oposição e, desde 2014, lidera uma campanha internacional de ataques aéreos contra alvos do EI sem, contudo, coordenar ações com o Exército sírio.

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