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República do Líbano e Indianópolis têm velocidade reduzida para 50 km/h

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CET (Companhia Engenharia de Tráfego) reduz a partir desta quarta-feira (7) o limite de velocidade para 50 km/h em três vias de São Paulo.
As alterações são nas avenidas República do Líbano e Indianópolis, e em um trecho da rua Manoel da Nóbrega, na zona sul da capital paulista.
A medida está inserida no plano de redução de acidentes viários do Programa de Proteção à Vida. Ao todo, serão utilizadas 79 placas de sinalização vertical.
Outras nove vias da capital paulista também terão sua velocidade máxima reduzida para 50 km/h a partir da próxima sexta (9). As alterações acontecerão nas avenidas Brigadeiro Faria Lima, Hélio Pellegrino, Juscelino Kubitscheck e Antônio Joaquim de Moura Andrade, nas ruas dos Pinheiros e Inhambu e nos túneis Sebastião Camargo, Tribunal de Justiça e Ayrton Senna.
O prefeito Fernando Haddad afirmou que será divulgado semanalmente um novo cronograma de vias que terão a velocidade alterada. A ideia é que os motoristas fiquem sabendo previamente das mudanças, como já ocorria com a ampliação dos corredores de ônibus. Além da sinalização nova, os relógios de rua também informarão as futuras alterações.
"É muito importante esse gesto de São Paulo, que já está sendo seguido por outras cidades do Brasil. Estamos liderando um processo importante para salvar vidas, melhorar as condições de funcionalidade da cidade, com menos acidentes, com mais fluidez e, obviamente, com menos letalidade. Vamos salvar pessoas", afirmou o prefeito.
MORTES NO TRÂNSITO
Uma das justificativas que a administração municipal usa para reduzir a velocidade máxima em avenidas e ruas é evitar mortes no trânsito.
Em 2014, enquanto o número de acidentes caiu 8% em relação ao ano anterior, o número de mortes foi na direção oposta e subiu 8%. Ou seja, mesmo com menos acidentes, mais pessoas perderam a vida nas ruas e avenidas da capital.
Nos primeiros seis meses deste ano, a cidade de São Paulo registrou queda de 19% nas mortes em acidentes de trânsito -a maior queda na cidade de São Paulo em ao menos uma década.
O novo balanço, divulgado no final de setembro pelo prefeito, apontou uma diminuição de 637 para 519 mortes -na comparação de 2014 e 2015, entre janeiro e junho.
A quantidade absoluta de vítimas fatais também foi a menor já registrada em um semestre ao menos desde 2005 -ano em que a CET retomou os registros de mortes no trânsito com os critérios atuais.
Para Haddad, a queda é reflexo de ações de sua gestão, como implantação de faixas de pedestres, lombadas eletrônicas, áreas com limite de 40 km/h e a rede de ciclovias -que se expandiu de 65 km para 303 km em um ano, a partir de junho de 2014. "O ciclista está mais seguro. Isso é malha cicloviária", afirmou.
Apesar da redução, a taxa de mortes no trânsito da capital paulista -que caiu de 10,5 para 9,5 por 100 mil habitantes- ainda está muito acima da de cidades desenvolvidas como Londres (1,5) ou Nova York (2,9) e longe da meta (6) fixada por SP para 2020.

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