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Favorito na Argentina investe em aparições fora do ambiente político

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A 20 dias da eleição na Argentina, os principais candidatos à Presidência viveram um final de semana com diferentes estratégias na busca para conquistar votos.
Decidido a não participar do primeiro debate entre presidenciáveis do país, na noite deste domingo (4), o favorito Daniel Scioli optou por aparições fora do ambiente político.
Na noite de sexta-feira (2), organizou uma luta de boxe no seu clube Villa La Ñata, na Grande Buenos Aires, e neste domingo foi a um festival de rock com bandas locais na capital.
Candidato que representa o legado de Cristina Kirchner nas urnas, Scioli é o que atrai a maior atenção da imprensa internacional, que faz peregrinações a La Ñata em busca de pistas sobre seu eventual futuro governo.
Na sexta, Scioli deu entrevista em italiano a um meio de comunicação do país, recebeu convidados chineses e revelou estar conversando com investidores estrangeiros, segundo ele interessados em entrar no país após a eleição.
"Vejo um interesse crescente na Argentina e vou me ocupar pessoalmente de buscar esses investidores", disse. "Hoje [sexta] estive com 70 investidores de distintas partes do mundo."
Os setores energético e de turismo são dois alvos de interesse, segundo o candidato.
Pesquisa do instituto Management & Fit divulgada neste domingo pelo jornal "Clarín" mostra Scioli com 38,6% das intenções de voto, com vantagem sobre seus adversários: Mauricio Macri (Cambiemos) aparece com 27,9%, e Sergio Massa (UNA), com 21,5%.
O cenário demonstra a força do governista na disputa, mas também sugere que a eleição pode se resolver apenas em um inédito segundo turno na Argentina. Para encerrar a votação em primeiro turno, um candidato tem que obter 45% dos votos ou pelo menos 40%, com uma vantagem de dez pontos sobre o segundo colocado.
TENTATIVA DE UNIFICAÇÃO
Mauricio Macri optou por um comício para relançar sua campanha em Buenos Aires, seu reduto eleitoral, neste sábado. Sua estratégia é tentar unificar os que em desacordo com o governo de Cristina em torno de sua candidatura, forçando a polarização com Scioli.
"Temos que representar esse 60% de argentinos que querem a mudança: os socialistas, a esquerda e o peronismo que não está de acordo com o kirchnerismo", afirmou Macri no comício deste sábado.
Seu maior desafio neste momento, porém, é frear a subida do terceiro colocado, Sergio Massa (UNA), que tem ganhado destaque na campanha apresentando propostas principalmente na área de segurança pública, como aumento de penas para corrupção, prisão perpétua para traficantes de drogas e atuação das Forças Armadas no policiamento das fronteiras e em áreas perigosas.
Macri e Massa se enfrentarão no debate televisivo da noite deste domingo, que deverá ter a presença dos outros três presidenciáveis que disputam a Casa Rosada: Margarita Stolbizer (Progresistas), Adolfo Rodríguez Saá (Compromiso Federal) e Nicolás Del Caño (Frente de Esquerda).
A ausência de Scioli no confronto, anunciada poucos dias antes do evento, pode ser capitalizada pelos adversários.
"Os que não têm coragem para debater não devem governar o país", disparou Massa em campanha na Grande Buenos Aires, neste sábado.
Horas antes do debate, Scioli deu uma entrevista na TV local justificando a falta.
"Os debates tomam muitas vezes um tom de agressão, que não condiz com o que as pessoas querem", afirmou.

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