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Na ONU, Raúl Castro defende fim de embargo econômico dos EUA

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MARCELO NINIO E THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Aplaudido antes, durante e depois (de pé) em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda-feira (28), Raúl Castro, ditador de Cuba, voltou a defender o fim do embargo econômico dos Estados Unidos à ilha.
"Um longo e complexo processo pela normalização das relações foi iniciado, mas só será alcançado com o fim do embargo financeiro e econômico a Cuba", discursou Castro.
O líder cubano pediu compensações aos "danos econômicos e humanos" que a interrupção da relação comercial ainda impõe à ilha.
O cubano também pediu o fim da base de Guantánamo.
Esta foi primeira participação de Raúl na Assembleia desde que assumiu o poder, em 2008. O cubano dispensou o teleprompter e leu o discurso em papel sulfite.
Mais cedo, o presidente americano, Barack Obama, havia dito que "continuamos tendo diferenças com o governo cubano e continuaremos a defender os direitos humanos, mas faremos isso por meio da diplomacia e do crescimento do comércio".
"Pensem nos americanos que baixaram a fronteira em nossa embaixada em Havana em 1961 -o ano em que nasci- e voltaram neste verão para hastear a bandeira novamente. Um desses homens disse dos cubanos: 'podíamos fazer coisas por eles, e eles podiam fazer coisas por nós'", afirmou.
Obama disse que "a mudança não virá do dia para a noite em Cuba, mas estou confiante de que a abertura, não a coação, irá sustentar as reformas e melhorar a vida da forma como o povo cubano merece, assim como acredito que Cuba encontrará seu sucesso se buscar a cooperação com outros países".
DILMA
Castro "reiterou o apoio solidário à presidente Dilma Rousseff e povo do Brasil na defesa de suas importantes conquistas sociais e da estabilidade do país".
Referindo-se ao drama de refugiados no Mediterrâneo, ele disse que a "União Europeia deve assumir de maneira plena e imediata sua resposta às crises humanitárias que ajudou a gerar".
O cubano citou parte do discurso às Nações Unidas feito há 15 anos por seu irmão, Fidel Castro, que comandou a Revolução Cubana. Nele, Castro defendeu seu papel em "desarmar o mundo da guerra antes que seja tarde".

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