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É um erro não ajudar regime sírio a combater Estado Islâmico, diz Putin

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta segunda-feira (28) a ajuda ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, como uma forma de controlar o avanço do Estado Islâmico pelos países do Oriente Médio.
Os russos são os principais aliados de Assad e impediram qualquer punição mais dura ao ditador sírio desde o início da guerra civil, em 2011. Nas últimas semanas, Moscou tem enviado reforço militar para ajudar o regime.
Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, Putin disse que é um "erro enorme" não cooperar com Assad e que o regime e suas milícias são os únicos a combater de verdade a expansão da milícia radical na Síria.
"Nós devemos finalemnte reconhecer que ninguém exceto Assad e suas milícias estão enfrentando de verdade o Estado Islâmico. A solução é restaurar o poder estatal na Síria. Não há outra alternativa", defendeu.
O líder incluiu o envio de armas a Damasco como uma das ações da Rússia contra o terrorismo. Para ele, é necessário fazer uma ampla coalizão contra o terrorismo, chefiada pelos países do Oriente Médio.
"Seria parecida com aquela contra Hitler na Segunda Guerra Mundial. Se conseguirmos isso não precisaremos mais de campos de refugiados. Temos uma grande e trágica imigração. É uma dura lição para todos nós, incluindo a Europa."
Putin falou minutos depois do presidente americano, Barack Obama, que chamou Assad de tirano. Obama, no entanto, defendeu as discussões com a Rússia e com o Irã para buscar uma solução ao conflito.
A guerra civil na Síria deverá ser o principal assunto do encontro bilateral entre o russo e o americano na tarde desta segunda. Putin ainda deverá encontrar o ditador cubano, Raúl Castro, e o presidente do Irã, Hasan Rowhani.
UCRÂNIA
Depois de criticar o papel das potências ocidentais no combate ao Estado Islâmico, ele reclamou da expansão da Otan e da lógica do confronto que levou à crise política e ao conflito armado na Ucrânia.
Para Putin, a derrubada de seu aliado Viktor Yanukovich, em fevereiro de 2014, foi "um golpe militar coordenado de fora da Ucrânia, que levou a uma guerra fria".

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