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Na ONU, Obama diz que atuaria com adversários para encerrar guerra síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (28) na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) que aceitaria atuar junto a qualquer país para conter a guerra civil na Síria, incluindo nações com que tem discordâncias, como a Rússia e o Irã.
O mandatário também disse que o término do conflito depende da deposição do ditador Bashar al-Assad, a quem chamou de "tirano". Assad é acusado de violações de direitos humanos no contexto da guerra civil, que já deixou mais de 220 mil mortos e forçou 11 milhões de pessoas a sair de suas casas desde 2011.
O sétimo pronunciamento de Obama perante a Assembleia Geral da ONU ocorre após vitórias diplomáticas como o acordo nuclear com o Irã e a reaproximação com Cuba. Por outro lado, a política externa de sua administração tem enfrentado desgastes como o avanço do terrorismo no Oriente Médio e na África.
No discurso, Obama criticou a atuação da Rússia no leste da Ucrânia, onde Moscou apoia grupos rebeldes, "violando a soberania ucraniana" impunemente. Além disso, Obama disse que a ONU não pode permitir a anexação da península da Crimeia pela Rússia.
As críticas de Obama à Rússia ocorrem momentos antes de uma esperada reunião entre Obama e o presidente russo, Vladimir Putin. No encontro nesta segunda-feira, os líderes devem abordar temas como suas discordâncias com relação à ingerência da Rússia na Ucrânia e na Síria.
Com relação à reaproximação com Cuba, o mandatário afirmou estar confiante de que o Congresso americano eventualmente aprovará o embargo comercial imposto contra a ilha em 1961.
Também está na agenda de Obama um encontro com o ditador cubano, Raúl Castro. Será a segunda reunião entre os líderes desde que EUA e Cuba anunciaram seu processo de reaproximação diplomática, em dezembro. Os líderes se encontraram pela primeira vez em abril, durante a Cúpula das Américas, no Panamá.
O presidente americano disse que o trabalho da ONU permanece incompleto 70 anos após sua fundação e alertou para "correntes perigosas que podem nos levar de volta para um mundo mais sombrio, mais desordenado."
Obama discursou logo depois da presidente Dilma Rousseff, cujo pronunciamento abriu os discursos de líderes mundiais na Assembleia Geral.
Em seu discurso, Dilma admitiu que o ciclo de crescimento econômico do Brasil "chegou ao limite" por "razões fiscais internas" e externas.

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