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Papa Francisco disse que interveio a favor do diálogo entre Farc e Colômbia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O papa Francisco disse nesta segunda-feira (28) que interveio pessoalmente a favor das negociações de paz entre o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Em missa em Havana no dia 20, o pontífice pediu que o diálogo entre as partes não fracassasse. Três dias depois, o presidente Juan Manuel Santos e o líder das Farc, Rodrigo Londoño, o Timoleón Jiménez, anunciaram um acordo.
Em entrevista na volta da viagem aos EUA e Cuba, Francisco afirmou ter ligado duas vezes para Santos antes do anúncio da última quarta (23) e que ficou muito feliz ao saber do compromisso entre o governo e a guerrilha.
"Quando soube da notícia de que o acordo final seria assinado em março, pedi ao Senhor: 'faça com que chegue março, que se cumpra o prometido, porque faltam pequenas coisas, mas a vontade existe entre as partes'."
As Farc e o governo colombiano definiram na semana passada a criação de um tribunal especial para julgar crimes cometidos durante o conflito armado. Pelo acordo, os crimes mais graves estarão sujeitos a esta jurisdição.
Tanto o governo colombiano quanto a guerrilha reconheceram a autoridade do papa e seu papel chave no diálogo. assim como as associações de vítimas. A mediação do pontífice era um desejo principalmente das Farc.
Francisco também voltou a falar sobre a crise de refugiados. Para ele, os muros e as barreiras físicas construídas na Europa e em outros países para conter a imigração não são uma solução.
"Você sabe como acabam os muros. Todos, todos os muros caem, hoje, amanhã, ou dentro de cem anos, mas todos caem. O muro não é uma solução. Devemos ser inteligentes porque vem toda aquela onda migratória e não é fácil encontrar uma solução."
ESTRELA
Questionado pelos jornalistas se se considera uma estrela, o papa respondeu de forma humilde. "As estrelas são bonitas para serem vistas. Mas o papa deve ser o servo dos servos de Deus. É uma coisa passageira."
Francisco também respondeu sobre sua relação com o poder e o sucesso depois de ser ouvido na Assembleia-Geral da ONU pelos representantes das maiores potências mundiais.
"Eu não sei se tive êxito ou não. Mas tenho medo de mim mesmo. Porque sempre me sinto fraco, não sei, no sentido de não ter o poder. O poder também é uma coisa passageira, hoje está e amanhã não está", disse.
"O importante é se você, com o poder, pode fazer o bem. E Jesus definiu o poder: o verdadeiro poder é servir. Fazer os serviços mais humildes. E eu ainda tenho que avançar neste caminho do serviço, porque sinto que não faço tudo o que devo fazer. Este é o sentido que eu tenho do poder", disse.
O Papa também revelou que o que mais o surpreendeu durante sua primeira visita aos Estados Unidos foi o povo. "Fiquei surpreso com os olhares, o calor das pessoas, tão amável, uma coisa bela e também diferente", confessou.

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