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Em domingo de fenômenos, eclipse e superlua viram astros da noite

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ROBERTO DE OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em domingo de lua cheia, os cliques só foram para ela. Visíveis (ou quase) em todo o país, dois fenômenos astronômicos, a superlua e o eclipse lunar, transformaram o céu na grande estrela da noite.
A Lua virou a atração. Suas fotos dominaram as plataformas sociais. Houve uma enxurrada de mobilizações pela internet ao promover encontros e celebrações em torno dela.
Neste domingo (27), foi a primeira vez, desde 1982, que ocorreu o encontro desses dois fenômenos. Tal coincidência é coisa rara. Aconteceu apenas cinco vezes no século passado. A Lua estava no seu ponto mais próximo da Terra, conhecido como perigeu lunar. A superlua combinou o perigeu com uma noite de lua cheia. Bingo! A união desses dois fatores fez a Lua parecer maior em diâmetro do que o habitual.
Ao mesmo tempo, a Terra passou entre o Sol e a Lua, criando, assim, o eclipse lunar. Bastava olhar para o céu.
Muitos paulistanos, porém, não tiveram a mesma sorte. A chuva forte, com direito a trovoadas no começo da noite, escondeu a superlua. Em praças, parques, ruas e avenidas, o que se viu foi o contorcionismo de gente tentando ver a superlua. Entre 19h e 21h, o que mais se ouvia era: "Cadê a Lua?"
A praça da Paz, no parque Ibirapuera, seria palco de uma meditação coletiva para celebrar a Lua, mas o aguaceiro embaçou.
Pelas redes sociais, o próprio Ibirapuera convidou os internautas para o eclipse, o que despertou o interesse de muita gente. No embalo do "like", 51 mil pessoas confirmaram presença, mas só alguns "gatos pingados" cumpriram o combinado, desviando-se de muitas poças e lama.
"A chuva veio num momento errado", disse a estudante Fabiana Steffens, 22, obrigada a sacar da mochila um agasalho de moletom para se aquecer depois de ter que abandonar a praça sob a chuva forte.
"Cheguei às 19h, pensando que daria tempo de participar de uma sessão de ioga." Não deu.
Richard Fernandes, 19, também estudante, contou que estava rezando para chover. "Outro dia, né? Porque o mundo está precisando. Não no domingo. E ainda mais em dia de superlua." Ele contou que percebeu "uma energia boa" no parque, pois as pessoas "pareciam mais alegres e receptivas". "É claro que a Lua influencia, mas, com esse temporal, tudo foi literalmente por água abaixo", afirmou.
A auxiliar administrativa Rafaela Trofino, 18, contou que estava exausta. Virou a noite na balada e só estava ali à espera da meditação sob a "vibração" da superlua. "Confesso: estou muito chateada. Fiquei na maior expectativa."
Já a nutricionista Gislaine Vasconcelos, 28, resignou-se a espiar a Lua entre as nuvens carregadas. "Ok, perdi a meditação, mas a Lua, quando aparece, está simplesmente maravilhosa. Triste é que vai demorar muito tempo para surgir outro momento assim."
Triste mesmo, Gislaine, já que fenômenos semelhantes aos deste domingo só devem voltar a ocorrer em 2033.




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