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Nos EUA, papa canoniza padre que açoitava índios no século 18

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THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Na primeira canonização realizada pela Igreja Católica em solo americano, o papa Francisco tornou santo o padre franciscano Junípero Serra, criticado por ter agredido índios americanos.
A cerimônia foi realizada na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington, nesta quarta-feira (2).
Em 1769, Serra deixou a Espanha, onde nascera, para evangelizar a população no que é hoje a costa da Califórnia.
Segundo a Conferência de Bispos Católicos dos EUA, o sacerdote tinha uma visão paternalista dos índios e os açoitava como forma de puni-los por desrespeitar regras.
As críticas se estendem à sua incompreensão e agressão a hábitos culturais da população local.
Ao mesmo tempo, Serra agia para proteger mulheres de soldados espanhóis e evitou a execução de homens acusados de terem matado missionários.
O padre foi canonizado por ter evangelizado dezenas de milhares de pessoas em uma expedição considerada perigosa, à qual ele se voluntariou.
Entre as missões fundadas por ele estão as que deram origem às cidades de Los Angeles, San Francisco e San Diego. Na Califórnia, é um personagem histórico importante, estudado nas escolas. Sua importância é confirmada por sua estátua no Capitólio, em Washington, representando o Estado da Costa Oeste junto à de Ronald Reagan.
Sua canonização tem significado estratégico para a Igreja Católica nos EUA, por ser o primeiro santo que pode ser identificado com a comunidade latina dos EUA.




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