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EUA admitem que ataque de hackers roubou 5,6 milhões de digitais

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Hackers que roubaram dados de segurança de milhões de funcionários do Departamento de Segurança e outros membros do governo dos Estados Unidos obtiveram cerca de 5,6 milhões de digitais, cerca de 4,5 milhões a mais do que inicialmente informado, disse o governo norte-americano nesta quarta-feira (23).
Durante a análise, ainda em andamento, do vazamento de dados, o número estimado de pessoas que tiveram suas digitais roubadas subiu de 1,1 milhão para cerca de 5,6 milhões, disse o Escritório de Recursos Humanos do governo dos EUA (OPM, na sigla em inglês) em comunicado.
O órgão estimou que um total de 21,5 milhões de pessoas tiveram seu número de seguridade social e outras informações sensíveis roubadas no ataque, ocorrido na segunda metade de 2014. A descoberta de novas digitais roubadas não afeta o número total, disse o órgão.
Segundo o porta-voz do Departamento de Pessoal, a agência identificou "dados adicionais de impressões digitais que não haviam sido previamente analisadas" enquanto trabalhava nas investigações com o Departamento de Defesa, o que explica o número maior de dados vazados do que previsto inicialmente.
COMBINAR COM OS CHINESES
Autoridades norte-americanas acusaram, em caráter extraoficial, hackers do governo chinês pelo vazamento, mas evitaram fazer tal acusação publicamente.
A Casa Branca disse que vai discutir cibersegurança com o presidente chinês, Xi Xinping, durante a visita deste nesta semana.
Os registros roubados incluíam formulários com informações biográficas detalhadas que funcionários do governo federal precisam preencher para obter acesso a dados confidenciais, por exemplo.
As autoridades temem que os chineses poderiam usar as informações obtidas para recrutar agentes para serviços de contrainteligência mais facilmente, ou identificar agentes secretos americanos que atuam no exterior.
O órgão disse no comunicado que a descoberta de digitais adicionais roubadas ocorreu quando autoridades da entidade e do Departamento de Defesa analisavam dados afetados pelo incidente.
A Casa Branca não tinha mais detalhes sobre os responsáveis pelo vazamento de digitais, disse nesta quarta-feira o porta-voz Josh Earnest.

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