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Presidente de Burkina Fasso reassume posto uma semana após golpe

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma semana após ter sido deposto e mantido refém por militares golpistas, o presidente interino de Burkina Fasso, Michel Kafando, declarou nesta quarta-feira (23) que foi reconduzido ao poder.
"Estou de volta ao trabalho", declarou Kafando. "Durante esta experiência difícil, nós lutamos juntos e, livres, nós triunfamos juntos."
Michel Kafando foi feito refém no palácio presidencial junto a outros líderes do governo na quarta-feira passada por membros da guarda presidencial. O premiê interino, Isac Ziida, anunciou ter sido libertado nesta terça-feira (22) após passar vários dias em prisão domiciliar.
Os militares golpistas concordaram em transferir o poder após sofrerem pressões do Exército. Um acordo definitivo para a transição deve ser negociado com líderes de países vizinhos que chegaram nesta quarta-feira à capital, Uadagudu.
Desde de o anúncio do golpe, ao menos dez pessoas morreram e cem ficaram feridas em confrontos.
Na segunda-feira, o general Gilbert Diendere, líder dos golpistas, havia pedido desculpas à população.
Diendere é aliado ex-ditador Blaise Compaoré, que renunciou em outubro de 2014 em meio a um levante popular após passar 27 anos no poder.
Os golpistas dizem ser injusto o novo código eleitoral, que impede que apoiadores e membros do partido do ex-ditador concorressem nas eleições gerais agendadas para 11 de outubro. Devido à turbulência política, o pleito deve ser adiado.
Os acontecimentos recentes marcam o sexto golpe de Estado em Burkina Fasso desde que o país se tornou independente da França, em 1960. O país é um importante aliado da França e dos Estados Unidos no combate a militantes islamitas no Oeste da África.

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