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Papa pede a Raúl Castro que mantenha esforço para retomar relação com EUA

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Papa Francisco critica sistemas prisionais que não procuram "curar feridas" - Foto: Agências internacionais
Papa Francisco critica sistemas prisionais que não procuram "curar feridas" - Foto: Agências internacionais

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O papa Francisco chegou na tarde deste sábado (19) a Havana, a primeira parada da viagem de oito dias à ilha comunista e aos Estados Unidos. O pontífice foi um dos mediadores da retomada das relações entre os dois países.

O Airbus A330-200 da Alitalia que levou o papa pousou no aeroporto internacional José Martí, na capital cubana, às 15h35 locais (16h35 em Brasília), dez horas depois de decolar de Roma.

No local, ele foi recebido com honras de chefe de Estado pelo ditador Raúl Castro e o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega y Alamino. Castro agradeceu o pontífice pela visita e citou alguns dos feitos do regime em seu discurso.

Castro agradeceu a mediação de Francisco à retomada das relações com os EUA e voltou a criticar o embargo americano. "O bloqueio, que provoca danos humanos e privações às famílias cubanas, é cruel, imoral e ilegal, e deve acabar."

Em seguida, Francisco agradeceu ao ditador por permitir a visita e pela oportunidade de mediação. Para o papa, a volta das relações entre EUA e Cuba é um símbolo da vitória da cultura do encontro e do diálogo.

"Peço ânimo aos presidentes para que continuem a dialogar para manter a paz, do bem-estar de seus povos e de toda a América e como exemplo de reconciliação para o mundo inteiro. O mundo precisa de reconciliação em meio a esta Terceira Guerra Mundial em etapas que estamos vivendo."

Ele ainda fez menção à Virgem da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba, a quem pedirá em suas orações pelo futuro da ilha e pediu desculpas às pessoas que não poderá encontrar durante a viagem.
Os discursos foram acompanhados por centenas de convidados pelo regime cubano que estavam na pista do aeroporto de Havana. Do lado de fora, milhares de pessoas esperam pela passagem de Francisco rumo a capital.

Dentre eles, estão cubanos e cidadãos de países da América Central e do Caribe. Na estrada que dá acesso ao aeroporto, fechada pelo regime cubano, a salvadorenha Sandra del Moreno, 51, carregava a bandeira de seu país na estrada.

"Nós amamos este papa, embora quiséssemos que ele visitasse El Salvador", disse a mulher, que viajou com outros quatro amigos de San Salvador a Havana, à agência de notícias Associated Press.

SÍRIOS

Antes de viajar a Cuba, Francisco despediu-se da família de refugiados sírios que foi amparada na paróquia de Santana, no Vaticano. Na sexta (18), ele rezou na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, como costume antes de suas viagens.

A cerimônia de boas-vindas é o único ato programado do pontífice neste sábado. No domingo (20), Francisco celebrará uma missa na praça da Revolução de Havana e terá um encontro com jovens na catedral da capital cubana.

Ele ainda fará missas e encontros com sacerdotes e famílias em Holguín e Santiago de Cuba, de onde partirá na terça (22) rumo aos Estados Unidos. Esta será a primeira vez que um pontífice seguirá direto da ilha para o território americano.

Dentre os compromissos de sua agenda em território americano, está a reunião com o presidente Barack Obama, discursos no Congresso e na Assembleia-Geral da ONU e o Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia.

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