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Corte da Itália absolve Amanda Knox por 'erros gritantes' no processo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A mais alta corte da Itália afirmou nesta segunda-feira (7) que "erros gritantes" desde o início do processo levaram à decisão de anular a condenação da americana Amanda Knox e de seu ex-namorado italiano pelo assassinato de uma jovem britânica em 2007, em meio a jogos sexuais.
Knox e Raffaele Sollecito eram acusados de matar e estuprar Meredith Kercher, 21. Seu corpo foi encontrado em 1º de novembro de 2007, no quarto do alojamento que dividia com Knox. As duas eram colegas na Universidade de Perugia, na Itália.
A Corte de Cassação afirma que não há evidências biológicas no quarto onde o assassinato foi cometido, nem da vítima, nem de Knox ou Sollecito.
"Não houve falta de erros gritantes na construção da sentença em questão", diz o documento, que traz os argumentos dos juízes para a decisão, divulgada em março passado, de absolver o casal de seu segundo veredicto de culpados pelo assassinato.
"Os meandros legais que produziram as duas convicções, as duas absolvições e quatro anos na prisão para cada foram resultado de deplorável falta de cuidado desde o início do caso", diz a corte.
A britânica foi baleada e teve a sua garganta cortada. Seu corpo tinha 43 marcas de facadas, além de sinais de estupro.
A promotoria alegava que Kercher havia sido vítima de um jogo sexual acompanhado de drogas. Knox, 27, e Sollecito negam terem cometido o crime e dizem que não lembram do que aconteceu dentro do apartamento por terem fumado maconha.
Segundo o documento da corte, a faca de cozinha encontrada na casa de Sollecito, e que seria a arma do crime, foi mantida em uma caixa de papelão, "do tipo em que se embrulha presentes no Natal". Um fecho de sutiã que teria evidência de DNA foi deixado no chão por 46 dias e, possivelmente, manipulado por pessoas com luvas sujas. Um computador usado pelas duas jovens foi "incrivelmente" queimado pelos investigadores.
Os juízes afirmam ainda que, diante da atenção da mídia ao caso, houve uma "busca espasmódica por uma ou mais partes culpadas para oferecer à opinião pública internacional".
A decisão de absolvição do casal surpreendeu muitos na Itália que esperavam que o caso fosse enviado de volta a uma corte mais baixa. Os juízes disseram, contudo, que não há necessidade de reexaminar o caso, já que há poucas evidências confiáveis disponíveis.
Knox e Sollecito haviam sido condenados a mais de 30 anos de prisão em outras instâncias da Justiça italiana. Eles chegaram a cumprir quatro anos da pena, mas foram liberados em 2011 após um recurso.
A decisão da Corte de Apelação encerra o caso após oito anos de tramitação.

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