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Dentista que matou Cecil diz que desconhecia fama do leão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na primeira entrevista desde que ficou conhecido no mundo inteiro como o assassino do leão Cecil, o mais famoso do Zimbábue, o dentista americano Walter Palmer, 55, disse que não tinha ideia de que o felino era tão venerado.
Palmer é suspeito de ter pago US$ 50 mil (cerca de R$ 167 mil) para caçar o animal de 13 anos de idade, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue, no início de julho. Ele ainda não foi acusado de nenhum crime, apesar da comoção gerada pelo caso.
Na entrevista, divulgada neste domingo (6) pelo jornal "StarTribune", de Mineápolis, ele afirma que quer retomar a sua vida profissional e pessoal após semanas de reclusão.
Sua clínica em Bloomington, no Estado do Minnesota, que foi fechada e se tornou uma espécie de memorial para Cecil -com flores e animais de pelúcia diante da porta-, reabriu há algumas semanas, mas com o dono ainda ausente. Ele deve voltar nesta terça (8).
"Sou um profissional da saúde. Preciso regressar aos meus funcionários, aos meus pacientes, e eles me querem de volta."
Palmer ainda reitera que a caça foi legal -posicionamento que já havia assumido em um comunicado, divulgado logo após ser apontado como o responsável pela morte do leão.
No entanto, ele se nega a confirmar se cumprirá qualquer pedido, seja informal ou por meio dos procedimentos de extradição, para voltar ao Zimbábue e responder às acusações legais.
Sem revelar detalhes da caça, o dentista diz apenas que matou o leão com uma flecha e nega que tenha o perseguido durante 40 horas, como foi divulgado por um grupo conservacionista do Zimbábue.
Ele lamenta os efeitos da repercussão do caso sobre sua mulher e sua filha. "Elas foram ameaçadas nas redes sociais", mencionou, dizendo não compreender "que venham atrás de pessoas que não estiveram de todo envolvidas".
A morte de Cecil criou uma polêmica internacional sobre os limites da lucrativa caça esportiva, que atrai pessoas de todo o mundo para transformar animais selvagens em seus troféus.
O julgamento do guia zimbabuano, responsável por organizar o safári que culminou na caça do animal, Theo Bronkhorst, foi adiado para 28 de setembro, segundo a organização Bhejane Trust.

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