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Empresário assume ter pago diárias fictícias em hotel de Kirchner, diz jornal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário argentino Lázaro Baez admitiu à receita federal do país ter pago diárias fictícias em um hotel da família da presidente Cristina Kirchner, segundo o jornal "La Nacion".
O jornal diz ter dito acesso a uma cópia dos documentos apresentados por Baez. Neles, ele afirma ter pago diárias de 2.300 quartos do hotel de luxo Alto Calafate ao longo de três anos, além do aluguel de dois dos seus salões.
A família Kirchner teria ganho ao menos US$ 6,2 milhões com esta operação, realizada entre o fim de 2008 e meados de 2013.
O esquema, ainda segundo o "La Nación", envolvia cinco empresas de Báez. A maior quantia foi paga via Austral Construções. Com um contrato assinado pelo filho do empresário, Martín Báez, a firma aceitou pagar até 500 noites no hotel, com um limite máximo de 20 suítes duplas por dia. O acordo envolveu ainda uma consultoria hoteleira no valor de US$ 20,5 milhões.
A Justiça argentina investiga se o empresário foi beneficiado em licitações de obras públicas. Nos últimos dez anos, ele recebeu ao menos US$ 8,8 milhões em contratos do governo, a maioria executada pelas províncias.
A relação comercial entre Baez e a família Kirchner teria sido comprovada por documentos encontrados pela Justiça no escritório de Máximo Kirchner, filho de Cristina. Segundo os jornais argentinos revelaram à época, foram encontrados recibos, contratos de aluguel e cheques de Baez aos Kirchner.
Estes documentos mostrariam ainda que a Austral Construções teria alugado e comprado imóveis da família presidencial na província de Santa Cruz.
A família da presidente rejeita a acusação.
Cristina afirmou em pronunciamento público no último dia 20 que a Austral é a 40ª empresa, entre as maiores contratadas em obras do governo. "Se sou amiga dele, é melhor ele arrumar amigos melhores. Sou mais amiga de outros", disse a presidente.

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