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Contrário a Exército nas fronteiras, ministro da Defesa húngaro renuncia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Defesa da Hungria, Csaba Hende, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (7) após uma reunião do Conselho Nacional de Segurança que discutiu o afluxo de refugiados e migrantes ao país.
O governo do país, que viu recentemente a chegada de mais de 100 mil pessoas, muitas fugindo de conflitos no Oriente Médio, propôs na semana passada medidas que autorizariam a ação do Exército em suas fronteiras para conter a entrada de refugiados.
O premiê do país, Viktor Orban, um direitista que tem pressionado por uma linha dura sobre a crise de imigração da Europa, aceitou a renúncia de Hende e ofereceu o cargo a Istvan Simicsko, também membro de seu partido, o Fidesz.
'VIDA ALEMÃ'
Ainda nesta segunda, em uma reunião com diplomatas, o premiê Orban disse que não faz sentido o pedido do Conselho Europeu para que os refugiados sejam distribuídos entre os 28 países da União Europeia.
Segundo Orban, como o sistema do bloco prevê a livre circulação de pessoas entre os países, a aplicação dessa medida seria impossível.
"Como é que isto vai funcionar? Alguém já pensou em tudo?", perguntou o premiê durante a reunião.
O premiê disse também que os refugiados que haviam continuado sua viagem após terem chegado a países seguros, como a Turquia ou a Macedônia, "querem é viver uma vida alemã. Isso não tem nada a ver com segurança".

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