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Comediante lidera primeiro turno de eleição presidencial na Guatemala

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com mais de 60% das urnas apuradas, o ator e comediante Jimmy Morales, candidato da Frente de Convergência Nacional (FCN), lidera com 26,63% o primeiro turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (6) na Guatemala.
A disputa se centra agora no segundo lugar, ocupado por Manuel Baldizón, do Liberdade Democrática Renovada (Lider), com 17,85%, seguido de perto pela ex-primeira dama Sandra Torres, de União Nacional da Esperança (UNE), com 16,88%.
Os números mostram uma mudança na tendência eleitoral. Até a semana passada, Baldizón liderava com folga. Depois que seu nome foi envolvido em investigações de desvio de verba, ele começou a despencar nas pesquisas.
Dirigentes políticos e sociais foram votar logo cedo. Depois de depositar o voto, o presidente da Guatemala, Alejandro Maldonado, exortou cidadãos a defender a democracia de seu país "porque o voto é um dever e um direito para poder exigir". Com três dias de mandato, Maldonado disse que espera uma jornada de paz e conciliação.
Apesar do clima de tranquilidade, o Instituto Centroamericano de Estudos Para a Democracia (Demos) da Guatemala denunciou, no mesmo dia, deficiências no controle do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) em centros de votação, com indícios de delitos eleitorais.
A instituição assegurou que partidos fizeram propaganda eleitoral durante a eleição e que, em alguns centros, os dedos dos eleitores não foram manchados -a medida impediria o voto repetido.
Na Escola Campo Verde, as 18 mesas de votação tiveram filas no período da manhã. "A corrupção não é nova, mas agora que foi descoberta, as autoridades estão sob observação", disse Mario Porras, 75, que está confiante de que "esta eleição marcará uma mudança no país".
Otto Pérez Molina renunciou à Presidência na semana passada devido a acusações de corrupção. Assim como sua vice-presidente, Roxana Baldetti, está preso preventivamente.
O esquema de desvios de verbas aduaneiras foi revelado em 16 de abril pela Comissão da ONU contra a Impunidade. "O governo que surge destas eleições terá a mais baixa legitimidade dos últimos 30 anos. A eleição não detém a crise, vai agravá-la", disse o analista político Edgar Gutiérrez.

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