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Ferida em atos, jornalista brasileira tem visto cassado no Equador

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DANIEL MÉDICI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A jornalista brasileira Manuela Picq foi ferida e detida durante as manifestações na noite desta quinta (13) em Quito, no Equador, contra o presidente, Rafael Correa. Seu visto de permanência no país foi cassado e ela aguardaria uma audiência para decidir sobre sua deportação.
Picq, que também possui nacionalidade francesa, estava ao lado de seu marido, Carlos Pérez Guartambel, presidente de uma associação pró-indígena, quando, segundo relatos, a polícia antimotim avançou contra manifestantes que se mantinha em frente ao cerco à sede do Executivo -por conta dos protestos, as autoridades haviam fechado diversas quadras do centro da capital.
Pérez, presidente da Ecuarunari, também foi detido, segundo a imprensa local.
Uma mensagem foi publicada pela jornalista em seu Facebook nesta sexta sobre o ocorrido. "O Ministério das Relações Exteriores cancelou meu visto hoje, me informaram agora", diz o texto.
"Aguardando um julgamento de mentira para ser deportada. Saúde está ok. Últimas 24h malucas. Melhores que um filme do Bruce Willis", publicou, logo em seguida, em inglês, em seu perfil na rede social.
O consulado brasileiro no Equador confirmou à reportagem que a jornalista está bem de saúde, mas não forneceu detalhes sobre o processo de deportação.
De acordo com o jornal "El Comercio", Picq se encontrava com outros jornalistas e fotógrafos, além do marido, quando houve a ação policial. Ela teria sido levada ao hospital Eugenio Espejo. Ainda segundo jornais equatorianos, durante sua permanência no local, policiais de choque e outros agentes entraram no prédio.
Na manhã desta sexta (14), relatos no Twitter afirmavam que a jornalista se encontrava no prédio de Direção de Migração, na capital.
Há oito anos no país, a jornalista atua como correspondente estrangeira para a rede de TV do Qatar Al Jazeera.
Segundo o governo, ao menos 12 policiais se feriram durante os protestos.
Além da demonstração, uma paralisação geral havia sido organizada por grupos sindicais de oposição, entidades indígenas e outros movimentos sociais, que, após um dia de bloqueios nas principais ruas e avenidas da capital, se reuniram no centro da cidade para marchar rumo à praça Grande, onde fica o palácio presidencial.
Grevistas também realizaram protestos em outras cidades, como Guayaquil, e bloquearam estradas no país.

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