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Para oposição nos EUA, volta do país a Cuba é 'presente' a ditadura castrista

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MARCELO NINIO
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A histórica cerimônia de hasteamento da bandeira americana em Cuba mal havia terminado e a oposição republicana já disparava ataques à reaproximação entre os dois países.
A reabertura oficial da embaixada dos EUA em Havana, nesta sexta (14), contou com a presença do secretário de Estado, John Kerry, na primeira visita de um chefe da diplomacia americana a Cuba em 60 anos. Em seu discurso, Kerry exaltou a coragem dos dois governos para deixarem de ser "prisioneiros do passado". A oposição viu o momento de forma bem diferente.
Para o ex-governador da Flórida e pré-candidato presidencial pelo Partido Republicano Jeb Bush, a visita de Kerry a Havana foi "um presente de aniversário" para o ex-ditador Fidel Castro, que completou 89 anos na quinta (13).
"Os EUA mudaram, mas Cuba não. Continua sendo uma ditadura inflexível, um exemplo trágico da insensatez do comunismo e uma afronta à consciência das nações livres do hemisfério ocidental", disse Bush em um comunicado. "A acomodação com o regime de Castro ocorre à custa da liberdade e da democracia que todos os cubanos merecem".
Se for eleito presidente nas eleições do próximo ano, Bush promete "reverter a estratégia de acomodação e apaziguamento" com o regime cubano.
Outro postulante à candidatura presidencial republicana, o senador Marco Rubio, foi na mesma linha de ataques à "capitulação" do presidente Barack Obama à ditadura cubana.
"O presidente Obama recompensou o regime Castro por suas táticas repressivas e sua paciente e persistente oposição aos interesses americanos", disse Rubio em Nova York nesta sexta.
"O acordo com Cuba ameaça a estatura moral da América no nosso hemisfério e ao redor do mundo, confere legitimidade a um país que patrocina o terrorismo e dá poder a um aliado da China e da Rússia que está a apenas 90 milhas [144,8 km] de nossa costa."
DISSIDENTES
Também houve críticas de membros do partido de Obama. O senador democrata Bob Menendez, filho de cubanos, considerou "vergonhoso" o fato de opositores do regime não terem sido convidados para a cerimônia desta sexta, que marcou a reabertura oficial da embaixada, fechada em 1961.
O governo americano justificou a ausência dos dissidentes pela falta de espaço na representação diplomática e afirmou que Kerry se reuniria com eles após a cerimônia.
"Uma bandeira que representa liberdade tremulará hoje em um país liderado por um regime repressivo que nega à sua população democracia e direitos humanos básicos", atacou Menendez, ecoando a frustração de muitos cubanos e descendentes de cubanos nos EUA que temem que a reaproximação com Washington torne mais difícil uma abertura política em Havana.

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