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EUA hasteiam bandeira em embaixada em Cuba após 54 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela primeira vez em 54 anos, a bandeira americana foi hasteada nesta sexta-feira (14) na embaixada dos EUA na capital de Cuba, em mais um momento marcante da reaproximação entre Washington e Havana.
Embora as embaixadas tenham sido reabertas no dia 20 de julho, a representação dos EUA em Havana deixou sua carga maior de simbolismo para esta sexta, com a cerimônia de hasteamento da bandeira sob o comando do secretário de Estado, John Kerry.
Durante seu discurso, entremeado por breves declarações em espanhol, o chefe da diplomacia americana afirmou que a retomada das relações será boa para a população dos dois países. "Não há nada a temer", disse.
Kerry também afirmou que "a população de Cuba seria mais bem servida por uma democracia genuína".
Para marcar o momento histórico, os três fuzileiros navais que baixaram a bandeira em 1961, quando as relações foram rompidas, participaram do evento desta sexta.
Na cerimônia, Jeffrey DeLaurentis, que é cotado para ser o embaixador americano em Cuba, afirmou que o dia marca "o início de um novo capítulo" no caminho da normalização das relações entre os dois países. "É uma estrada longa e complexa, mas é o caminho certo", disse.
Centenas de cubanos se reuniram perto da missão diplomática americana, ao longo da avenida à beira-mar Malecón, para acompanhar a cerimônia.
"Não queria perder isso", disse Marcos Rodríguez, 28. Ecoando as esperanças de muitos na ilha, ele também afirmou "esperar benefícios sociais e econômicos para todos os cubanos".
Muitos também acompanharam o momento histórico dos apartamentos vizinhos, onde penduraram bandeiras cubanas e americanas gigantes nas janelas e varandas.
A televisão cubana iniciou a transmissão ao vivo assim que Kerry desembarcou no aeroporto José Martí, apresentando-o como "um católico romano, [que] gosta de ciclismo, surfe e windsurfe" e é fã dos Beatles e Rolling Stones.
Apesar do reatamento das relações, anunciado em dezembro, o embargo dos EUA continua em vigor.
Em resposta às críticas da oposição republicana e de grupos civis à decisão de deixar os dissidentes de fora da cerimônia na embaixada, Kerry afirmou que os direitos humanos estarão no topo de sua agenda na conversa que terá com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
O secretário disse que se reunirá com opositores após a cerimônia, para "trocar ideias". Também está prevista uma caminhada de Kerry pela parte antiga de Havana, onde ele pretende conversar com a população.




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