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Polícia do Rio ocupa morro da Pedreira após morte do traficante Playboy

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, 33, conhecido como Playboy, a Polícia Civil do Rio ocupou por tempo indeterminado o Morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte da cidade. A medida foi tomada para evitar que traficantes fechem o comércio local e para coibir manifestações.
A ocupação, que também seria motivada para desencorajar facções rivais a invadirem o morro, será feita por policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), a tropa de elite da Polícia Civil.
Playboy foi morto em ação da polícia na manhã deste sábado (8). Ele estava foragido desde 2009 e era considerado o criminoso mais procurado do Estado.
O traficante ganhou o apelido por ter origem de classe média. Foi criado em Laranjeiras, na zona sul do Rio, e estudou em colégios particulares até os 18 anos, quando entrou para o crime.
A operação que resultou na morte de Playboy reuniu cerca de 80 homens da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança Pública do Estado e da Core.
De acordo com policiais, o traficante teria reagido e foi baleado no peito. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte, mas não resistiu.
O Disque Denúncia prometia R$ 50 mil por dicas que levassem à captura de Playboy. Era a maior recompensa oferecida por informações que levassem à prisão de um foragido da Justiça no Rio.
O traficante liderava a facção criminosa ADA (Amigo dos Amigos) e atuava nos morros da Pedreira e da Lagartixa (zona norte). Além de traficar drogas, chefiava uma quadrilha especializada em roubo de cargas.
Playboy era acusado de comandar ações ousadas, como o roubo de 193 motos em um depósito do Estado, em dezembro de 2014. As motocicletas estavam dentro de um depósito de uma empresa que presta serviço para o Detro (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio), órgão do governo do Estado.
No mesmo ano, expulsou cerca de 80 famílias de um conjunto do programa Minha Casa Minha Vida. Os apartamentos foram ocupados pelos bandidos.
Considerado carismático, ele distribuía remédios, cestas básicas e botijões de gás a moradores das favelas em que atuava.
Ele havia sido condenado a 15 anos e oito meses de prisão por tráfico de drogas, roubo e homicídio qualificado.
Há seis meses, disse à revista "Veja" que pensava em se entregar. "Todas as informações que eu tenho são de que a polícia não quer me prender, quer me matar", afirmou na época.
ENTREVISTA
Neste sábado, em sua página na internet, o fundador do AfroReggae, José Junior, publicou trechos de uma entrevista que fez com o criminoso no começo do ano e que só seriam divulgadas caso ele fosse preso ou morto.
Neles, Playboy se descreve como "um ser humano que tentou ser trabalhador, mas a circunstância da vida não permitiu".
Ele também refutou a autoria do roubo das motos no depósito do Estado e disse que mandou devolvê-las para mostrar que não queria problemas.

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