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Mais de 200 morreram em naufrágio no Mediterrâneo, dizem sobreviventes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais de duzentas pessoas podem ter morrido em um naufrágio na costa da Líbia, segundo sobreviventes resgatados por autoridades europeias levados para a Itália.
De acordo com os migrantes, traficantes armados com facas obrigaram mais de 200 passageiros a ficarem no porão do navio, impedindo-os de escapar do acidente. Até o momento, já foram encontrados 26 corpos.
Ao todo, 362 pessoas sobreviveram. Entre elas estão palestinos, eritreus, sírios e bengaleses.
Cinco homens suspeitos de serem traficantes foram detidos -eram eles que comandavam o navio e controlavam a movimentação de passageiros.
Segundo depoimentos, cada imigrante pagou entre US$ 1.200 e US$ 1.800 para ser levado da costa africana para a Europa. Caso quisessem usar colete salva-vidas, deveriam entregar entre US$ 25 e US$ 50 a mais.
Se as informações sobre o acidente se confirmarem, será o segundo naufrágio com mais mortos no Mediterrâneo em 2015. Em abril, um navio naufragou com 800 pessoas a bordo também na costa da Líbia. Apenas 28 sobreviveram.
LEVANTAMENTO DA ONU
Segundo a ONU, mais de 225 mil imigrantes e refugiados chegaram à Europa neste ano pelo Mediterrâneo. Mais de metade deles desembarcou na Grécia.
A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) qualificou de "caóticas" as condições de recepção dos que chegam diariamente ao litoral grego e dos quais a grande maioria são sírios (63%).
Por sua vez, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pediu ajuda da União Europeia para lidar com o problema, que acontece simultaneamente a uma das mais graves crises econômicas no país.
"O fluxo de imigrantes para a Grécia é maior do que nossa infraestrutura pode suportar, por isso pedimos ajuda à Europa. A UE respondeu negativamente à Grécia no front econômico. Espero que agora eles respondam de maneira positiva na parte humanitária", disse.
"Temos consciência das limitações do governo grego, mas lhe pedimos que consiga lugares para os refugiados. Há muitos quartéis militares sem utilização ou terras não cultivadas. Qualquer coisa é melhor que nada", declarou Vincent Cohetel, diretor para a Europa do Acnur.
Os líderes europeus disseram que estão dispostos a realocar 16 mil imigrantes que chegaram ao continente nos próximos dois anos. Para Cohetel, esse número é "muito pouco e vem tarde demais".

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