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EUA anunciam ter matado na Síria líder de braço da Al Qaeda

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SÃO PAULO,SP (FOLHAPRESS) - O governo dos EUA anunciou nesta terça-feira (21) ter matado Muhsin al-Fadhli, um dos líderes de um braço da rede terrorista Al Qaeda, durante ataque aéreo à Síria realizado duas semanas atrás.
De acordo com o Pentágono, Fadhli era uma das pessoas que viajavam num veículo atingido por drone (avião não tripulado) perto de Sarmada, a oeste da cidade síria de Aleppo, no dia 8 de julho.
"Ele era um dos poucos líderes da Al Qaeda que foram avisados com antecedência dos ataques do 11 de Setembro [em que cerca de 3.000 pessoas morreram nos EUA]", declarou Jeff Davis, porta-voz do Departamento de Defesa.
Fadhli, disse Davis, também esteve envolvido no atentado que matou um marine americano no Kuait em outubro de 2002 e no ataque ao navio petroleiro francês MV Limburg, que deixou um morto e 12 feridos naquele ano.
"[O terrorista] chefiava uma rede de veteranos da Al Qaeda, o grupo de Khorasan, que trama ataques externos contra os EUA e os nossos aliados", acrescentou o porta-voz.
"Khorasan" designa a área onde se acredita que os líderes remanescentes da rede terrorista estejam escondidos. Ela abrange parte do Afeganistão e parte do vizinho Paquistão, onde o fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden, foi morto pelos EUA em 2011.
Acredita-se que por ordem de Ayman al-Zawahiri, o número 1 da rede no Paquistão, militantes tenham se deslocado para a Síria depois da irrupção da guerra civil no país, também em 2011. Eles estariam dando apoio à Frente al-Nusra, braço da Al Qaeda que tenta derrubar o regime do ditador sírio, Bashar al-Assad.
ATAQUE ANTERIOR
Autoridades americanas veem o grupo de Khorasan como uma facção especialmente perigosa da rede terrorista, que tem usado seu esconderijo na Síria para planejar ataques a países do Ocidente.
Segundo o jornal "The New York Times", o grupo também busca recrutar americanos e europeus, cujos passaportes permitem viajar de avião burlando controles mais rigorosos das autoridades dos EUA.
Nascido no Kuait, Fadhli já havia sido alvo de um ataque dos EUA em setembro de 2014. Na época, apesar de jihadistas terem postado em redes sociais condolências por sua morte, nem o Pentágono nem a Casa Branca a confirmaram.




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